Aberto ao público mediante doação de alimento não perecível, atividade da Seleção Brasileira teve boa presença na arquibancada do Serra Dourada
Gritos, buzinas e muito verde e amarelo. Assim foi a recepção da torcida goiana à Seleção Brasileira no treinamento desta tarde, no estádio Serra Dourada, palco do amistoso do próximo sábado, às 16h10m (de Brasília), contra a Holanda. Na primeira visita do time ao Brasil na era Mano Menezes, não faltou incentivo.
Se pela manhã, na chegada dos jogadores ao aeroporto Santa Genoveva, apenas aproximadamente 100 torcedores estiveram presentes, no treino desta tarde o cenário foi outro: cinco mil fãs, segundo estimativa da organização do evento. Nesta quinta, as atividades serão fechadas e voltam a ser abertas na sexta-feira.
Jogadores aplaudem e agradecem o apoio da torcida em Goiânia (Foto: Divulgação/ Mowa Press)
O treinamento, comandado por Mano, começou com roda de bobinho, seguido de conversa no centro do campo, corrida em volta do gramado, alongamento e bateria de exercícios com o preparador físico Carlinhos Neves e um trabalho técnico de dois toques em campo reduzido. Os goleiros trabalharam separado e se juntaram ao restante no tático final.
Dos 27 jogadores convocados (lembrando que Alexandre Pato seria o 28º caso não tivesse sido cortado por lesão no ombro esquerdo), 23 estiveram presente no Serra Dourada nesta quarta-feira. As ausências ficaram por conta do atacante Neymar, do meia Elano, do zagueiro Lúcio e do lateral-esquerdo André Santos.
Esses dois últimos tiveram problemas com voos e se apresentam na capital de Goiás apenas à noite. Os santistas, por sua vez, chegam à cidade às 11h50m desta quinta-feira, já que têm compromisso com o Santos, que enfrenta o Cerro Porteño daqui a pouco, em Assunção, pela semifinal da Libertadores da América.
A surpresa no primeiro treinamento foi David Luiz. Assim como André Santos e Lúcio, o zagueiro do Chelsea teve voo atrasado e tinha previsão de chegada a Goiânia apenas para as 18h, como foi informado pela CBF. Mas o jogador chegou mais cedo do que o esperado e se apresentou em tempo de treinar.
O amistoso do Brasil com a Holanda, carrasca da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, é o penúltimo desafio antes da Copa América na Argentina. O último será na próxima terça-feira, contra a Romênia, no Pacaembu, em São Paulo. O duelo marca a despedida de Ronaldo Fenômeno do time verde e amarelo.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Santos vence Cerro e está na Final da Libertadores
Gol contra, defesas de Rafael, expulsão... Peixe segura e garante vaga
A final chegou! O Santos dominou o jogo no primeiro tempo e sofreu no segundo, mas conseguiu a vaga na decisão da Taça Libertadores ao empatar em 3 a 3 com o Cerro Porteño, na noite desta quarta-feira, no estádio General Pablo Rojas, conhecido como La Olla, em Assunção. O anfitrião, apoiado por 25 mil torcedores incansáveis, fez trapalhadas e até iludiu o Peixe, que chegou a vencer por 3 a 1. Mas reagiu na etapa final e tentou buscar uma vitória por dois gols de diferença. O time paulista impediu com sorte, competência, talento de Neymar e muita qualidade do goleiro Rafael.
O adversário do Santos sai do confronto entre Peñarol e Vélez Sarsfield, que fazem o jogo da volta nesta quinta-feira, às 21h50m (de Brasília), no estádio José Amalfitani, em Buenos Aires. A equipe uruguaia, que venceu a primeira partida por 1 a 0, no Centenário, joga com a vantagem do empate. O time argentino precisa vencer por diferença de dois gols, e o placar de 1 a 0 a seu favor levará a decisão da vaga para os pênaltis. Independentemente do adversário, o Peixe tem o direto de jogar a segunda partida em casa porque teve melhor campanha que as duas equipes na primeira fase. As finais estão previstas para os dias 15 e 22 de junho.
Para a decisão, a Conmebol exige um estádio com capacidade de, no mínimo, 40 mil lugares, o que descarta a Vila Belmiro. O duelo pode ser no Pacaembu, onde o Peixe já jogou agumas vezes nesta temporada, ou no Morumbi, onde o time decidiu a Libertadores de 2003.
Sorte e competência ao Santos
Talvez nem o mais otimista dos santistas pudesse prever um primeiro tempo como o desta quarta-feira. Um gol rápido, que esmoreceu o Cerro Porteño. Um gol de Zé Eduardo. Ele mesmo, criticado nas últimas partidas, completou cruzamento de Elano e acabou com um jejum de 14 jogos: dez pela Taça Libertadores e quatro pelo Paulista.
Jogadores comemoram o gol de Zé Love, o primeiro do Santos na partida (Foto: Agência Reuters)
A torcida azulgrana, que fez uma linda festa antes do início da partida, murchou. O otimismo paraguaio foi por terra logo aos dois minutos. Sorte do Santos. Superior tecnicamente, o time alvinegro passou a ter campo para jogar. O Cerro se abriu. Havia um enorme espaço entre os meias e a zaga da equipe de Assunção. Por ali, Danilo e Arouca circulavam livres.
Neymar, até então, não havia acertado lances. Trocava de posições com Zé Eduardo, mas ainda não havia conseguido uma jogada mais incisiva. O Cerro foi para o abafa. O técnico Leonardo Astrada mexeu com apenas dez minutos. Sacou Torres para a entrada do meia argentino Iturbe, lançando o time à frente.
De repente, um chutão. Edu Dracena mandou a bola para cima para afastar o perigo. Não tinha a menor intenção de armar alguma coisa. Só que ela pingou à frente de Neymar. Antes do atacante alcançar, Pedro Benítez tocou de cabeça para o goleiro Barreto. Era só encaixar, mas o camisa 1, numa espanada bisonha, mandou a bola para dentro da sua própria meta. 2 a 0. Agora, o Cerro precisaria de quatro gols. E o goleiro foi anotado na súmula como o autor do gol.
A situação do Peixe era confortável. A do Cerro, desesperadora. Mas um sopro de esperança percorreu as lotadas arquibancadas da Olla Azulgrana quando Iturbe cobrou escanteio para César Benítez escorar de cabeça, sozinho. A zaga santista ficou olhando. Neste momento, o estádio "explodiu":
- Si, se puede (sim, é possível)!
Astrada, então, foi para o tudo ou nada. Tirou o volante Burgos e colocou o atacante Lucero. Uma mudança suicida. Abriu-se um imenso buraco atrás da linha média paraguaia. Foi nesse espaço vazio que Arouca arrancou livre para armar a jogada do terceiro gol, marcado por Neymar. Nesse momento, a vaga santista na final da Libertadores era questão de tempo. De 45 minutos e mais os acréscimos.
Neymar marca e comemora. A vaga santista na final estava ficando encaminhada (Foto: EFE)
Pressão: não podia ser tão fácil
Era natural que o Cerro Porteño voltasse para o segundo tempo em cima do Santos. O que não foi normal foi a forma como o Peixe aceitou a pressão. Abusando dos chutões, o time da Vila Belmiro não conseguia acertar dois passes seguidos para sair de trás. O domínio paraguaio logo resultaria em gol, marcado por Lucero.
O jogo da equipe paraguaia se concentrava do lado direito, em cima de Alex Sandro. Havia muito espaço para o contra-ataque. O que não havia era qualidade no passe nas saídas de bola. Neymar e Zé Eduardo, longe demais um do outro, não se encontravam em campo. Assim, era Cerro em cima. Cruzamentos na área santista. Um atrás do outro. E o Peixe se segurando.
Para tentar aumentar o poder de marcação de sua equipe e roubar alguma bola no meio, Muricy Ramalho tirou Elano, que já não conseguia armar nada, e colocou Possebon. Em seguida, substituiu Zé Eduardo por Maikon Leite. A estratégia era clara: roubar a bola e explorar os dois velozes jogadores de frente.
A mudança melhorou a marcação santista, mas acabou com o poder de armação de jogadas. Virou um treino de ataque contra a defesa. Faltava ao Cerro, porém, mais qualidade nas conclusões. Quando o time paraguaio conseguiu invadir a área santista, Rafael apareceu. Aos 33, num lance crucial, ele salvou um chute de Cáceres, dividindo a jogada com o adversário usando a mão esquerda. Jogada corajosa.
A pressão era tanta que a defesa santista sucumbiu aos 36. Como entrar na área alvinegra estava difícil, Fabbro recebeu na meia esquerda, livrou-se de dois marcadores e mandou a bomba certeira. Um golaço! A vantagem do Peixe ainda era enorme, mas foi um baque. Desde que Muricy Ramalho assumiu o comando da equipe, há 15 partidas, o time ainda não havia sofrido sequer dois gols num jogo só.
Virou drama. Jogo de Libertadores. No momento em que o Santos tentava o desafogo, cavando uma falta na entrada da área, Muricy caiu no chão após ser atingido na cabeça por um objeto. Ele chegou a se ajoelhar por causa da dor e precisou de gelo no local. Faltavam dois gols para o Cerro. Cabia ao Peixe segurar os paraguaios. Para aumentar ainda mais a carga dramática do jogo, Neymar ainda acertou a trave na cobrança dessa falta.
Mas o Cerro devolveu carimbando o travessão aos 48, com Cáceres, pouco depois de Neymar finalizar nas mãos de Barreto. O jogo foi quente até os últimos segundos. Edu Dracena ainda foi expulso. E Rafael, no minuto final, segurou o último chute de Fabbro. Era a certeza da vaga na final!
A final chegou! O Santos dominou o jogo no primeiro tempo e sofreu no segundo, mas conseguiu a vaga na decisão da Taça Libertadores ao empatar em 3 a 3 com o Cerro Porteño, na noite desta quarta-feira, no estádio General Pablo Rojas, conhecido como La Olla, em Assunção. O anfitrião, apoiado por 25 mil torcedores incansáveis, fez trapalhadas e até iludiu o Peixe, que chegou a vencer por 3 a 1. Mas reagiu na etapa final e tentou buscar uma vitória por dois gols de diferença. O time paulista impediu com sorte, competência, talento de Neymar e muita qualidade do goleiro Rafael.
O adversário do Santos sai do confronto entre Peñarol e Vélez Sarsfield, que fazem o jogo da volta nesta quinta-feira, às 21h50m (de Brasília), no estádio José Amalfitani, em Buenos Aires. A equipe uruguaia, que venceu a primeira partida por 1 a 0, no Centenário, joga com a vantagem do empate. O time argentino precisa vencer por diferença de dois gols, e o placar de 1 a 0 a seu favor levará a decisão da vaga para os pênaltis. Independentemente do adversário, o Peixe tem o direto de jogar a segunda partida em casa porque teve melhor campanha que as duas equipes na primeira fase. As finais estão previstas para os dias 15 e 22 de junho.
Para a decisão, a Conmebol exige um estádio com capacidade de, no mínimo, 40 mil lugares, o que descarta a Vila Belmiro. O duelo pode ser no Pacaembu, onde o Peixe já jogou agumas vezes nesta temporada, ou no Morumbi, onde o time decidiu a Libertadores de 2003.
Sorte e competência ao Santos
Talvez nem o mais otimista dos santistas pudesse prever um primeiro tempo como o desta quarta-feira. Um gol rápido, que esmoreceu o Cerro Porteño. Um gol de Zé Eduardo. Ele mesmo, criticado nas últimas partidas, completou cruzamento de Elano e acabou com um jejum de 14 jogos: dez pela Taça Libertadores e quatro pelo Paulista.
Jogadores comemoram o gol de Zé Love, o primeiro do Santos na partida (Foto: Agência Reuters)
A torcida azulgrana, que fez uma linda festa antes do início da partida, murchou. O otimismo paraguaio foi por terra logo aos dois minutos. Sorte do Santos. Superior tecnicamente, o time alvinegro passou a ter campo para jogar. O Cerro se abriu. Havia um enorme espaço entre os meias e a zaga da equipe de Assunção. Por ali, Danilo e Arouca circulavam livres.
Neymar, até então, não havia acertado lances. Trocava de posições com Zé Eduardo, mas ainda não havia conseguido uma jogada mais incisiva. O Cerro foi para o abafa. O técnico Leonardo Astrada mexeu com apenas dez minutos. Sacou Torres para a entrada do meia argentino Iturbe, lançando o time à frente.
De repente, um chutão. Edu Dracena mandou a bola para cima para afastar o perigo. Não tinha a menor intenção de armar alguma coisa. Só que ela pingou à frente de Neymar. Antes do atacante alcançar, Pedro Benítez tocou de cabeça para o goleiro Barreto. Era só encaixar, mas o camisa 1, numa espanada bisonha, mandou a bola para dentro da sua própria meta. 2 a 0. Agora, o Cerro precisaria de quatro gols. E o goleiro foi anotado na súmula como o autor do gol.
A situação do Peixe era confortável. A do Cerro, desesperadora. Mas um sopro de esperança percorreu as lotadas arquibancadas da Olla Azulgrana quando Iturbe cobrou escanteio para César Benítez escorar de cabeça, sozinho. A zaga santista ficou olhando. Neste momento, o estádio "explodiu":
- Si, se puede (sim, é possível)!
Astrada, então, foi para o tudo ou nada. Tirou o volante Burgos e colocou o atacante Lucero. Uma mudança suicida. Abriu-se um imenso buraco atrás da linha média paraguaia. Foi nesse espaço vazio que Arouca arrancou livre para armar a jogada do terceiro gol, marcado por Neymar. Nesse momento, a vaga santista na final da Libertadores era questão de tempo. De 45 minutos e mais os acréscimos.
Neymar marca e comemora. A vaga santista na final estava ficando encaminhada (Foto: EFE)
Pressão: não podia ser tão fácil
Era natural que o Cerro Porteño voltasse para o segundo tempo em cima do Santos. O que não foi normal foi a forma como o Peixe aceitou a pressão. Abusando dos chutões, o time da Vila Belmiro não conseguia acertar dois passes seguidos para sair de trás. O domínio paraguaio logo resultaria em gol, marcado por Lucero.
O jogo da equipe paraguaia se concentrava do lado direito, em cima de Alex Sandro. Havia muito espaço para o contra-ataque. O que não havia era qualidade no passe nas saídas de bola. Neymar e Zé Eduardo, longe demais um do outro, não se encontravam em campo. Assim, era Cerro em cima. Cruzamentos na área santista. Um atrás do outro. E o Peixe se segurando.
Para tentar aumentar o poder de marcação de sua equipe e roubar alguma bola no meio, Muricy Ramalho tirou Elano, que já não conseguia armar nada, e colocou Possebon. Em seguida, substituiu Zé Eduardo por Maikon Leite. A estratégia era clara: roubar a bola e explorar os dois velozes jogadores de frente.
A mudança melhorou a marcação santista, mas acabou com o poder de armação de jogadas. Virou um treino de ataque contra a defesa. Faltava ao Cerro, porém, mais qualidade nas conclusões. Quando o time paraguaio conseguiu invadir a área santista, Rafael apareceu. Aos 33, num lance crucial, ele salvou um chute de Cáceres, dividindo a jogada com o adversário usando a mão esquerda. Jogada corajosa.
A pressão era tanta que a defesa santista sucumbiu aos 36. Como entrar na área alvinegra estava difícil, Fabbro recebeu na meia esquerda, livrou-se de dois marcadores e mandou a bomba certeira. Um golaço! A vantagem do Peixe ainda era enorme, mas foi um baque. Desde que Muricy Ramalho assumiu o comando da equipe, há 15 partidas, o time ainda não havia sofrido sequer dois gols num jogo só.
Virou drama. Jogo de Libertadores. No momento em que o Santos tentava o desafogo, cavando uma falta na entrada da área, Muricy caiu no chão após ser atingido na cabeça por um objeto. Ele chegou a se ajoelhar por causa da dor e precisou de gelo no local. Faltavam dois gols para o Cerro. Cabia ao Peixe segurar os paraguaios. Para aumentar ainda mais a carga dramática do jogo, Neymar ainda acertou a trave na cobrança dessa falta.
Mas o Cerro devolveu carimbando o travessão aos 48, com Cáceres, pouco depois de Neymar finalizar nas mãos de Barreto. O jogo foi quente até os últimos segundos. Edu Dracena ainda foi expulso. E Rafael, no minuto final, segurou o último chute de Fabbro. Era a certeza da vaga na final!
Vasco vence o Coritiba e abre vantagem na final
Alecsandro faz o gol da vitória de 1 a 0 que deixa o time da Colina a um empate do título inédito da Copa do Brasil. Coxa vai para o tudo ou nada
Depois de passar três jogos sem conseguir vencer em seus domínios pela Copa do Brasil - contra Náutico (0 a 0), Atlético-PR (1 a 1) e Avaí (1 a 1) -, o Vasco finalmente fez o dever de casa. E no melhor momento possível. Na noite desta quarta-feira, em São Januário, o time venceu o Coritiba por 1 a 0 no primeiro jogo da final da Copa do Brasil (assista ao gol no vídeo ao lado). Com muitas dificuldades para controlar a afobação e o nervosismo no primeiro tempo, o time comandado por Ricardo Gomes contou com um gol de Alecsandro para sair na frente na finalíssima.
Agora, o Vasco precisa de um empate no jogo de volta, quarta-feira que vem, no Couto Pereira, em Curitiba, às 21h50m (de Brasília), para conquistar o título inédito e voltar à Taça Libertadores. Depois de atingir nesta temporada a maior sequência de vitórias na história do futebol brasileiro (24), o Coxa caiu de produção depois da goleada de 6 a 0 sobre o Palmeiras e agora terá de reencontrar o seu melhor jogo para vencer por dois gols de diferença e dar a volta olímpica que também seria inédita. O seu estádio lotado é uma das apostas para a virada, e a pressão nos minutos finais do jogo no Rio pode ter sido um bom sinal. A equipe alviverde não vence há quatro partidas: Palmeiras (2 a 0), Atlético-GO (1 a 0), Corinthians (2 a 1) e Vasco.
Antes, os dois times, provavelmente com reservas, se enfrentam no fim de semana pelo Campeonato Brasileiro, domingo, às 16h (de Brasília), também no Couto Pereira.
Alecsandro comemora o gol homenagenado o pai, Lela (Foto: Marcelo de Jesus/Globoesporte.com)
A euforia vista em São Januário lembrou os jogos da Libertadores de 1998, quando o Vasco fez do estádio o seu caldeirão para conquistar o título. O folclórico torcedor Mister M, presente em todas as partidas daquela conquista, voltou com força total e ganhou a companhia de um torcedor fantasiado de Elvis Presley, com direito a guitarra e afins. A presença das belas gêmeas do nado sincronizado, Bia e Branca Feres; do ídolo Geovani; do ator Rodrigo Hilbert; do velejador paraolímpico Lars Grael; ex-zagueiro Odvan; e do ex-BBB Kadu formava uma imensa panela de pressão num dia diferente. Afinal, depois de alguns anos, o Vasco estava de novo numa final importante.
Mas, antes do duelo, os velhos problemas do futebol brasileiro. O ônibus do Coritiba foi alvejado por uma pedra na chegada da delegação a São Januário. Ninguém ficou ferido, e a polícia não conseguiu prender o responsável pela agressão. A entrada dos torcedores também foi bastante confusa nos portões 18 e 5. Além disso, a quantidade de ingressos falsos foi grande. Vários torcedores foram impedidos de entrar. Um funcionário usava alto-falante para alertar o público do problema.
Muita tensão no ar
Com os nervos à flor da pele, os dois times começaram o jogo abusando das faltas e dos passes errados. Qualquer marcação da arbitragem gerava protestos e palavrões dos mais pesados. Ansiosa, a torcida do Vasco colocava uma forte energia em campo. E um dos únicos que conseguia absorver essa força no início era Felipe, que usou toda a sua experiência para colocar a bola no chão e fazer o time respirar. O meia vascaíno tabelava com facilidade e fazia o time rodar. Já pelo lado do Coritiba, a afobação se traduzia em muitos chutões que a zaga do Vasco conseguia anular. Às vezes, com dificuldade.
Fernando Prass teve que trabalhar em chute de Bill, e o Vasco deu o troco em bela jogada de Diego Souza, que costurou adversários dentro da área antes de bater para o salto de Edson Bastos. Aos poucos, o camisa 10 passou a chamar a responsabilidade e dar as conhecidas arrancadas. O Coritiba melhorou a partir do momento que Anderson Aquino passou a tocar mais na bola e tranquilizar o time, enquanto Bill incomodava os zagueiros vascaínos com muita luta, e Rafinha corria sem parar. O time paranaense aproveitava os espaços dados pelos donos da casa e, a partir dos 35 minutos até o primeiro tempo, passou a ter mais a bola no pé. Organizado, o Coxa trocou vários passes e quase marcou no fim do primeiro tempo, mas Bill não alcançou o cruzamento de Jonas.
Afobação, o principal problema dos dois times
Na saída para o intervalo, um jogador de cada lado apontou a afobação como responsável pelo empate parcial sem gols.
- O que não podemos é nos afobar. Temos de colocar a bola no chão - destacou Diego Souza, que teve a opinião compartilhada por Davi, do Coxa.
- Estamos muito afobados. Roubamos a bola na defesa e queremos sair de qualquer jeito. Assim não dá.
Gol de Alecsandro e homenagem ao pai
As palavras de Diego Souza foram ouvidas e compreendidas pelo time. Tanto que, logo aos cinco minutos, Diego, com tranquilidade, recebeu na intermediária e acionou Allan. O volante, que joga improvisado, mostrou talento dos grandes laterais ao cruzar na cabeça de Alecsandro, que fez com perfeição o seu dever de ofício: testou para o chão e abriu o placar para o Vasco: 1 a 0 e explosão na Colina. Na comemoração, Alecsandro homenageou o pai, Lela, e fez a careta, marca registrada do ex-atacante que, curiosamente, integrou o time do Coritiba campeão brasileiro em 1985.
O Coxa não sentiu o gol e criou duas boas chances em sequência. Na segunda, a mais perigosa delas, Fernando Prass teve que fazer defesa difícil após chute de Bill. Mas, aos poucos, as duas equipes passaram a sentir o desgaste, fruto do ritmo alucinante do primeiro tempo.
Pressão do Coxa no final
Bernando ainda ameaçou em cobrança de falta por cima do gol, e os visitantes arriscaram vários ataques rápidos que deixaram os vascaínos de cabelo em pé. A pressão foi muito grande, e aos 47 a bola quase entrou em conclusão de Emerson. Mas o time da Colina controlou os nervos para abrir vantagem na decisão. Agora é tudo ou nada no Couto Pereira.
Depois de passar três jogos sem conseguir vencer em seus domínios pela Copa do Brasil - contra Náutico (0 a 0), Atlético-PR (1 a 1) e Avaí (1 a 1) -, o Vasco finalmente fez o dever de casa. E no melhor momento possível. Na noite desta quarta-feira, em São Januário, o time venceu o Coritiba por 1 a 0 no primeiro jogo da final da Copa do Brasil (assista ao gol no vídeo ao lado). Com muitas dificuldades para controlar a afobação e o nervosismo no primeiro tempo, o time comandado por Ricardo Gomes contou com um gol de Alecsandro para sair na frente na finalíssima.
Agora, o Vasco precisa de um empate no jogo de volta, quarta-feira que vem, no Couto Pereira, em Curitiba, às 21h50m (de Brasília), para conquistar o título inédito e voltar à Taça Libertadores. Depois de atingir nesta temporada a maior sequência de vitórias na história do futebol brasileiro (24), o Coxa caiu de produção depois da goleada de 6 a 0 sobre o Palmeiras e agora terá de reencontrar o seu melhor jogo para vencer por dois gols de diferença e dar a volta olímpica que também seria inédita. O seu estádio lotado é uma das apostas para a virada, e a pressão nos minutos finais do jogo no Rio pode ter sido um bom sinal. A equipe alviverde não vence há quatro partidas: Palmeiras (2 a 0), Atlético-GO (1 a 0), Corinthians (2 a 1) e Vasco.
Antes, os dois times, provavelmente com reservas, se enfrentam no fim de semana pelo Campeonato Brasileiro, domingo, às 16h (de Brasília), também no Couto Pereira.
Alecsandro comemora o gol homenagenado o pai, Lela (Foto: Marcelo de Jesus/Globoesporte.com)
A euforia vista em São Januário lembrou os jogos da Libertadores de 1998, quando o Vasco fez do estádio o seu caldeirão para conquistar o título. O folclórico torcedor Mister M, presente em todas as partidas daquela conquista, voltou com força total e ganhou a companhia de um torcedor fantasiado de Elvis Presley, com direito a guitarra e afins. A presença das belas gêmeas do nado sincronizado, Bia e Branca Feres; do ídolo Geovani; do ator Rodrigo Hilbert; do velejador paraolímpico Lars Grael; ex-zagueiro Odvan; e do ex-BBB Kadu formava uma imensa panela de pressão num dia diferente. Afinal, depois de alguns anos, o Vasco estava de novo numa final importante.
Mas, antes do duelo, os velhos problemas do futebol brasileiro. O ônibus do Coritiba foi alvejado por uma pedra na chegada da delegação a São Januário. Ninguém ficou ferido, e a polícia não conseguiu prender o responsável pela agressão. A entrada dos torcedores também foi bastante confusa nos portões 18 e 5. Além disso, a quantidade de ingressos falsos foi grande. Vários torcedores foram impedidos de entrar. Um funcionário usava alto-falante para alertar o público do problema.
Muita tensão no ar
Com os nervos à flor da pele, os dois times começaram o jogo abusando das faltas e dos passes errados. Qualquer marcação da arbitragem gerava protestos e palavrões dos mais pesados. Ansiosa, a torcida do Vasco colocava uma forte energia em campo. E um dos únicos que conseguia absorver essa força no início era Felipe, que usou toda a sua experiência para colocar a bola no chão e fazer o time respirar. O meia vascaíno tabelava com facilidade e fazia o time rodar. Já pelo lado do Coritiba, a afobação se traduzia em muitos chutões que a zaga do Vasco conseguia anular. Às vezes, com dificuldade.
Fernando Prass teve que trabalhar em chute de Bill, e o Vasco deu o troco em bela jogada de Diego Souza, que costurou adversários dentro da área antes de bater para o salto de Edson Bastos. Aos poucos, o camisa 10 passou a chamar a responsabilidade e dar as conhecidas arrancadas. O Coritiba melhorou a partir do momento que Anderson Aquino passou a tocar mais na bola e tranquilizar o time, enquanto Bill incomodava os zagueiros vascaínos com muita luta, e Rafinha corria sem parar. O time paranaense aproveitava os espaços dados pelos donos da casa e, a partir dos 35 minutos até o primeiro tempo, passou a ter mais a bola no pé. Organizado, o Coxa trocou vários passes e quase marcou no fim do primeiro tempo, mas Bill não alcançou o cruzamento de Jonas.
Afobação, o principal problema dos dois times
Na saída para o intervalo, um jogador de cada lado apontou a afobação como responsável pelo empate parcial sem gols.
- O que não podemos é nos afobar. Temos de colocar a bola no chão - destacou Diego Souza, que teve a opinião compartilhada por Davi, do Coxa.
- Estamos muito afobados. Roubamos a bola na defesa e queremos sair de qualquer jeito. Assim não dá.
Gol de Alecsandro e homenagem ao pai
As palavras de Diego Souza foram ouvidas e compreendidas pelo time. Tanto que, logo aos cinco minutos, Diego, com tranquilidade, recebeu na intermediária e acionou Allan. O volante, que joga improvisado, mostrou talento dos grandes laterais ao cruzar na cabeça de Alecsandro, que fez com perfeição o seu dever de ofício: testou para o chão e abriu o placar para o Vasco: 1 a 0 e explosão na Colina. Na comemoração, Alecsandro homenageou o pai, Lela, e fez a careta, marca registrada do ex-atacante que, curiosamente, integrou o time do Coritiba campeão brasileiro em 1985.
O Coxa não sentiu o gol e criou duas boas chances em sequência. Na segunda, a mais perigosa delas, Fernando Prass teve que fazer defesa difícil após chute de Bill. Mas, aos poucos, as duas equipes passaram a sentir o desgaste, fruto do ritmo alucinante do primeiro tempo.
Pressão do Coxa no final
Bernando ainda ameaçou em cobrança de falta por cima do gol, e os visitantes arriscaram vários ataques rápidos que deixaram os vascaínos de cabelo em pé. A pressão foi muito grande, e aos 47 a bola quase entrou em conclusão de Emerson. Mas o time da Colina controlou os nervos para abrir vantagem na decisão. Agora é tudo ou nada no Couto Pereira.
Inter procura Dagoberto, mas São Paulo diz não
Clube gaúcho conversará com paulistas sobre possível negociação. São Paulo diz que é perda de tempo e cita negociação com Guiñazu como exemplo
Dagoberto, atacante de velocidade, resumo técnico daquilo que o time colorado mais precisa na frente, que o Inter fixa mira para o restante do Brasileirão. No decorrer da semana, o clube gaúcho enviará seu diretor-executivo de futebol, Newtom Drummond, para uma conversa com o São Paulo, onde atua o jogador. Os atuais campeões da Libertadores admitem que é uma negociação complicada, mas tentarão viabilizá-la. Os donos dos direitos federativos do atleta, porém, dizem que é perda de tempo a viagem.
- Não adianta nem vir, porque vão perder a viagem. Teremos com eles a mesma postura que eles tiveram conosco em relação ao Guiñazu - disse João Paulo de Jesus Lopes, vice de futebol do São Paulo, citando o recorrente interesse tricolor no volante argentino.
A negociação poderia ser feita em duas vias: ou uma contratação em definitivo do Inter, e aí pesa o valor exigido pelos tricolores, ou uma possível troca entre atletas. Os colorados, desde já, avisam que não oferecerão Guiñazu nas conversas. O volante é um sonho do São Paulo há dois anos. O que pode pesar é o tempo do vínculo de Dagoberto com o São Paulo. Vai até abril do ano que vem.
- Vamos lá para especular – disse um dirigente colorado.
O Inter sente necessidade de ter um atacante de velocidade para fazer parceria com Leandro Damião. Dagoberto tem justamente esse perfil. Ele seria aquilo que Rafael Sobis não conseguiu ser em seu retorno ao Beira-Rio - o jogador, no meio do ano, deve retornar ao Al-Jazira, o clube dos Emirados Árabes ao qual pertence.
No início da temporada, houve rumores de que o São Paulo ofereceu Dagoberto ao Inter em troca de Guiñazu. A diretoria colorada, porém, garante que isso jamais chegou ao Beira-Rio de forma oficial. Passados poucos meses, o clube colorado volta a ter o atacante em pauta.
Dagoberto Pelentier tem 28 anos. Ele nasceu em Dois Vizinhos (PR). Tem 1,75m e 75kg. É titular do time tricolor na temporada. Fez 14 gols em 2011.
Dagoberto, atacante de velocidade, resumo técnico daquilo que o time colorado mais precisa na frente, que o Inter fixa mira para o restante do Brasileirão. No decorrer da semana, o clube gaúcho enviará seu diretor-executivo de futebol, Newtom Drummond, para uma conversa com o São Paulo, onde atua o jogador. Os atuais campeões da Libertadores admitem que é uma negociação complicada, mas tentarão viabilizá-la. Os donos dos direitos federativos do atleta, porém, dizem que é perda de tempo a viagem.
- Não adianta nem vir, porque vão perder a viagem. Teremos com eles a mesma postura que eles tiveram conosco em relação ao Guiñazu - disse João Paulo de Jesus Lopes, vice de futebol do São Paulo, citando o recorrente interesse tricolor no volante argentino.
A negociação poderia ser feita em duas vias: ou uma contratação em definitivo do Inter, e aí pesa o valor exigido pelos tricolores, ou uma possível troca entre atletas. Os colorados, desde já, avisam que não oferecerão Guiñazu nas conversas. O volante é um sonho do São Paulo há dois anos. O que pode pesar é o tempo do vínculo de Dagoberto com o São Paulo. Vai até abril do ano que vem.
- Vamos lá para especular – disse um dirigente colorado.
O Inter sente necessidade de ter um atacante de velocidade para fazer parceria com Leandro Damião. Dagoberto tem justamente esse perfil. Ele seria aquilo que Rafael Sobis não conseguiu ser em seu retorno ao Beira-Rio - o jogador, no meio do ano, deve retornar ao Al-Jazira, o clube dos Emirados Árabes ao qual pertence.
No início da temporada, houve rumores de que o São Paulo ofereceu Dagoberto ao Inter em troca de Guiñazu. A diretoria colorada, porém, garante que isso jamais chegou ao Beira-Rio de forma oficial. Passados poucos meses, o clube colorado volta a ter o atacante em pauta.
Dagoberto Pelentier tem 28 anos. Ele nasceu em Dois Vizinhos (PR). Tem 1,75m e 75kg. É titular do time tricolor na temporada. Fez 14 gols em 2011.
Noite de Decisão na Copa do Brasil
Vasco e Coritiba dão primeiro passo rumo ao título da Copa do Brasil de 2011
A grande decisão vai começar. De um lado o Vasco que após um início de temporada tenebroso deu a volta por cima sob o comando de Ricardo Gomes e hoje vem jogando um futebol vistoso. Do outro lado o Coritiba, um dos times da moda neste ano, principalmente após o título Estadual conquistado de maneira invicta e também uma goleada por 6 a 0 sobre o Palmeiras nesta Copa do Brasil. O primeiro embate na luta pelo título acontece na noite desta quarta-feira, às 21h50m, em São Januário.
A Colina Histórica, por sinal, vai estar completamente lotada por mais de 20 mil vascaínos que esgotaram rapidamente os ingressos. O técnico Ricardo Gomes espera que o Vasco mantenha o foco e saiba utilizar o fator casa jogando com calma e aplicação tática. Mas sem esquecer a ousadia para buscar a vitória.
Ricardo Gomes e Marcelo Oliveira são os comandantes dos times (Foto: Montagem sobre foto da Ag. Estado)
- Temos de ter ousadia sempre. Só assim você colocar o adversário em risco. Para dominar a partida, temos de ganhar o meio-campo e isso só um time ousado consegue. Do outro lado tem um Coritiba que fez grande campanha e também vem com o objetivo de vencer. Temos de nos adaptar ao rival sem esquecer nossas características - afirmou.
Já o técnico Marcelo Oliveira diz que o Coritiba precisa de concentração durante os 90 minutos para conquistar um bom resultado no Rio de Janeiro. O técnico, que tem uma dúvida no meio-campo, comentou sobre a importância história do duelo desta quarta-feira.
- Eram 64 equipes, são duas. O Vasco com a sua tradição, com a sua qualidade, com o seu bom comando. O Coritiba também buscando o seu espaço. Então, a gente tem que vivenciar a importância exata que tem uma Copa do Brasil e você disputar uma Libertadores.
A Rede Globo transmite Vasco x Coritiba ao vivo para os estados de SC, PR, RJ, ES, GO, TO, BA, SE, AL, PB, RN, PI, MA, AM, RO, AC, RR, AP e DF, além das cidades de Santarém-PA e Juiz de Fora-MG. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos. O paulista Paulo Cesar Oliveira apita o duelo. Ele será auxiliado pelo conterrâneo Marcelo Carvalho Van Gasse e pelo catarinense Carlos Berkenbrock.
O que está em jogo
Vasco: o Vasco precisa vencer por uma boa diferença de gols para largar na frente na luta pelo título da Copa do Brasil. Além da vantagem na briga pela conquista inédita que encerraria um jejum de oito anos sem títulos da Primeira Divisão do futebol brasileiro, caso não saia derrotado, o Vasco iguala a maior série invicta deste século. Atualmente já são 19 jogos sem saber o que é derrota sendo 11 vitórias e oito empates, todos sob o comando de Ricardo Gomes.
Coritiba: o Coxa, campeão brasileiro de 1985, pode conquistar o segundo título mais importante dos seus 101 anos de história. A conquista coroaria uma recuperação incrível. Rebaixado duas vezes nos últimos seis anos, o Coritiba voltou para a elite nacional em 2010 e está perto de voltar a disputar a Taça Libertadores após oito anos.
As escalações
Vasco: o técnico Ricardo Gomes ganhou dois problemas médicos após a semifinal contra o Avaí. Eder Luis e Ramon foram vetados pelo departamento médico com dores musculares na coxa esquerda. Na lateral, Marcio Careca será o substituto. Já no lugar do camisa 7 entrará Bernardo. Com isso, Diego Souza deverá jogar um pouco mais adiantado. De resto, o time será o mesmo que conseguiu a classificação para a final: Fernando Prass, Allan, Dedé, Anderson Martins e Marcio Careca; Romulo, Eduardo Costa, Felipe e Bernardo; Diego Souza e Alecsandro.
Coritiba: o zagueiro Pereira e o atacante Marcos Aurélio seguem em recuperação. O primeiro pode voltar para o segundo jogo; já o atacante está vetado também para a partida de Curitiba. O volante Leandro Donizete, que sofreu uma distensão muscular na panturrilha, é outra baixa na equipe alviverde. Para a vaga dele, o técnico Marcelo Oliveira tem três opções: Willian (que ainda se recupera de lesão no tornozelo), Marcos Paulo e Djair. Essa é a única dúvida no Coritiba, que deve entrar em campo com Edson Bastos; Jonas, Emerson, Demerson e Lucas Mendes; Willian (Marcos Paulo ou Djair), Léo Gago, Rafinha e Davi; Anderson Aquino e Bill.
Fique de olho
Vasco: Bernardo ganhou a vaga de titular no início da semana por causa da lesão muscular que Eder Luis sofreu na coxa esquerda. É a oportunidade perfeita para que o jovem de 20 anos supere de vez a desconfiança de quem acha que ele não tem maturidade suficiente para ser titular. O seu momento é bom, já que é o artilheiro do Campeonato Brasileiro com três gols em dois jogos. Uma boa atuação na decisão pode até confundir ainda mais a cabeça de Ricardo Gomes para o restante da temporada.
Coritiba: Anderson Aquino, artilheiro da equipe na Copa do Brasil, com quatro gols, pode se tornar o artilheiro com mais um gol. Se fizer dois, ele supera Adriano, Kleber (Palmeiras), Rafael Coelho e Willian (Avaí). Uma redenção e tanto para um jogador que, no início da temporada, era a terceira opção para o ataque.
Com a palavra: os Comandantes
Ricardo Gomes (técnico do Vasco): "Tanto o Vasco como o Coritiba chegam preparados para a final neste momento. Basta olhar a campanha. Os dois clubes estão em um bom momento. Certamente nosso adversário quer essa vitória tanto quanto nós. Vai ser uma boa briga".
Marcelo Oliveira (técnico do Coritiba): "Nós temos que vivenciar o momento. É um adversário forte, que cresceu muito de uns tempos para cá. Os jogadores habilidosos e criativos ganharam confiança com o Ricardo Gomes. Acho que vai ser um confronto muito bom e muito equilibrado".
Números e curiosidades
* O confronto desta quarta-feira é o mais importante da história dos jogos entre Vasco e Coritiba. A primeira vez em que as duas equipes se enfrentaram foi em 1948, em um amistoso em Curitiba. Na ocasião. O Vasco venceu por 7 a 2, obtendo a maior goleada do duelo.
* Nas últimas três vezes em que as equipes se enfrentaram em São Januário, o Coritiba venceu por 3 a 2 no Brasileiro de 2004 e por 2 a 0 em 2008. Em 2005, houve empate por 2 a 2. O último triunfo cruz-maltino sobre o rival em casa foi pelo Brasileirão de 2003: 2 a 1.
* Vasco e Coritiba se enfrentaram 16 vezes no Rio de Janeiro, com nove vitórias vascaínas, dois empates e cinco vitórias da equipe paranaense. Em São Januário, foram 13 confrontos, com sete vitórias do Vasco, dois empates e quatro triunfos do Coxa.
A grande decisão vai começar. De um lado o Vasco que após um início de temporada tenebroso deu a volta por cima sob o comando de Ricardo Gomes e hoje vem jogando um futebol vistoso. Do outro lado o Coritiba, um dos times da moda neste ano, principalmente após o título Estadual conquistado de maneira invicta e também uma goleada por 6 a 0 sobre o Palmeiras nesta Copa do Brasil. O primeiro embate na luta pelo título acontece na noite desta quarta-feira, às 21h50m, em São Januário.
A Colina Histórica, por sinal, vai estar completamente lotada por mais de 20 mil vascaínos que esgotaram rapidamente os ingressos. O técnico Ricardo Gomes espera que o Vasco mantenha o foco e saiba utilizar o fator casa jogando com calma e aplicação tática. Mas sem esquecer a ousadia para buscar a vitória.
Ricardo Gomes e Marcelo Oliveira são os comandantes dos times (Foto: Montagem sobre foto da Ag. Estado)
- Temos de ter ousadia sempre. Só assim você colocar o adversário em risco. Para dominar a partida, temos de ganhar o meio-campo e isso só um time ousado consegue. Do outro lado tem um Coritiba que fez grande campanha e também vem com o objetivo de vencer. Temos de nos adaptar ao rival sem esquecer nossas características - afirmou.
Já o técnico Marcelo Oliveira diz que o Coritiba precisa de concentração durante os 90 minutos para conquistar um bom resultado no Rio de Janeiro. O técnico, que tem uma dúvida no meio-campo, comentou sobre a importância história do duelo desta quarta-feira.
- Eram 64 equipes, são duas. O Vasco com a sua tradição, com a sua qualidade, com o seu bom comando. O Coritiba também buscando o seu espaço. Então, a gente tem que vivenciar a importância exata que tem uma Copa do Brasil e você disputar uma Libertadores.
A Rede Globo transmite Vasco x Coritiba ao vivo para os estados de SC, PR, RJ, ES, GO, TO, BA, SE, AL, PB, RN, PI, MA, AM, RO, AC, RR, AP e DF, além das cidades de Santarém-PA e Juiz de Fora-MG. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos. O paulista Paulo Cesar Oliveira apita o duelo. Ele será auxiliado pelo conterrâneo Marcelo Carvalho Van Gasse e pelo catarinense Carlos Berkenbrock.
O que está em jogo
Vasco: o Vasco precisa vencer por uma boa diferença de gols para largar na frente na luta pelo título da Copa do Brasil. Além da vantagem na briga pela conquista inédita que encerraria um jejum de oito anos sem títulos da Primeira Divisão do futebol brasileiro, caso não saia derrotado, o Vasco iguala a maior série invicta deste século. Atualmente já são 19 jogos sem saber o que é derrota sendo 11 vitórias e oito empates, todos sob o comando de Ricardo Gomes.
Coritiba: o Coxa, campeão brasileiro de 1985, pode conquistar o segundo título mais importante dos seus 101 anos de história. A conquista coroaria uma recuperação incrível. Rebaixado duas vezes nos últimos seis anos, o Coritiba voltou para a elite nacional em 2010 e está perto de voltar a disputar a Taça Libertadores após oito anos.
As escalações
Vasco: o técnico Ricardo Gomes ganhou dois problemas médicos após a semifinal contra o Avaí. Eder Luis e Ramon foram vetados pelo departamento médico com dores musculares na coxa esquerda. Na lateral, Marcio Careca será o substituto. Já no lugar do camisa 7 entrará Bernardo. Com isso, Diego Souza deverá jogar um pouco mais adiantado. De resto, o time será o mesmo que conseguiu a classificação para a final: Fernando Prass, Allan, Dedé, Anderson Martins e Marcio Careca; Romulo, Eduardo Costa, Felipe e Bernardo; Diego Souza e Alecsandro.
Coritiba: o zagueiro Pereira e o atacante Marcos Aurélio seguem em recuperação. O primeiro pode voltar para o segundo jogo; já o atacante está vetado também para a partida de Curitiba. O volante Leandro Donizete, que sofreu uma distensão muscular na panturrilha, é outra baixa na equipe alviverde. Para a vaga dele, o técnico Marcelo Oliveira tem três opções: Willian (que ainda se recupera de lesão no tornozelo), Marcos Paulo e Djair. Essa é a única dúvida no Coritiba, que deve entrar em campo com Edson Bastos; Jonas, Emerson, Demerson e Lucas Mendes; Willian (Marcos Paulo ou Djair), Léo Gago, Rafinha e Davi; Anderson Aquino e Bill.
Fique de olho
Vasco: Bernardo ganhou a vaga de titular no início da semana por causa da lesão muscular que Eder Luis sofreu na coxa esquerda. É a oportunidade perfeita para que o jovem de 20 anos supere de vez a desconfiança de quem acha que ele não tem maturidade suficiente para ser titular. O seu momento é bom, já que é o artilheiro do Campeonato Brasileiro com três gols em dois jogos. Uma boa atuação na decisão pode até confundir ainda mais a cabeça de Ricardo Gomes para o restante da temporada.
Coritiba: Anderson Aquino, artilheiro da equipe na Copa do Brasil, com quatro gols, pode se tornar o artilheiro com mais um gol. Se fizer dois, ele supera Adriano, Kleber (Palmeiras), Rafael Coelho e Willian (Avaí). Uma redenção e tanto para um jogador que, no início da temporada, era a terceira opção para o ataque.
Com a palavra: os Comandantes
Ricardo Gomes (técnico do Vasco): "Tanto o Vasco como o Coritiba chegam preparados para a final neste momento. Basta olhar a campanha. Os dois clubes estão em um bom momento. Certamente nosso adversário quer essa vitória tanto quanto nós. Vai ser uma boa briga".
Marcelo Oliveira (técnico do Coritiba): "Nós temos que vivenciar o momento. É um adversário forte, que cresceu muito de uns tempos para cá. Os jogadores habilidosos e criativos ganharam confiança com o Ricardo Gomes. Acho que vai ser um confronto muito bom e muito equilibrado".
Números e curiosidades
* O confronto desta quarta-feira é o mais importante da história dos jogos entre Vasco e Coritiba. A primeira vez em que as duas equipes se enfrentaram foi em 1948, em um amistoso em Curitiba. Na ocasião. O Vasco venceu por 7 a 2, obtendo a maior goleada do duelo.
* Nas últimas três vezes em que as equipes se enfrentaram em São Januário, o Coritiba venceu por 3 a 2 no Brasileiro de 2004 e por 2 a 0 em 2008. Em 2005, houve empate por 2 a 2. O último triunfo cruz-maltino sobre o rival em casa foi pelo Brasileirão de 2003: 2 a 1.
* Vasco e Coritiba se enfrentaram 16 vezes no Rio de Janeiro, com nove vitórias vascaínas, dois empates e cinco vitórias da equipe paranaense. Em São Januário, foram 13 confrontos, com sete vitórias do Vasco, dois empates e quatro triunfos do Coxa.
Muricy descarta retranca e garante Santos no ataque
Treinador diz que ficar atrás segurando o empate só vai provocar uma maior pressão do adversário, que precisa vencer por dois gols
Nada de ficar lá atrás, sofrendo pressão, fazendo a torcida passar mal em frente à TV ou na arquibancada. O técnico Muricy Ramalho, do Santos, quer sua equipe agredindo o Cerro Porteño-PAR, nesta quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília), no estádio General Pablo Rojas, em Assunção, semifinal da Taça Libertadores.
Como venceu o jogo de ida, quarta passada, no Pacaembu, por 1 a 0, o Santos avança à decisão da competição continental com um empate. O Cerro tem de vencer por dois gols. Se devolver o 1 a 0, o time paraguaio leva a decisão para os pênaltis. O Santos pode até se classificar perdendo por um gol, desde que marque. Isso não implica, necessariamente, que a equipe alvinegra vá passar o tempo todo lá atrás, tentando evitar gols do adversário. Pelo menos é a promessa de Muricy.
- Nós não viemos aqui para ficar lá atrás. Isso permite ao Cerro passar o tempo todo em cima da gente. Vamos jogar para ganhar. Até porque o Santos não sabe ficar só atrás – afirma o treinador.
Como não sofreu gols como mandante, o Santos pode colocar os paraguaios em maus lençóis se balançar as redes da Olla Azulgrana (como o estádio do Cerro é conhecido). Se o Peixe fizer um gol, os paraguaios terão de fazer três. E assim sucessivamente.
- Acho que a nossa grande vantagem foi não ter levado gols em casa. Eles terão a necessidade de sair para o jogo, pois precisam marcar. Então, pode sobrar espaço para nosso time – analisa o zagueiro Edu Dracena, autor do gol santista no Pacaembu.
Nada de ficar lá atrás, sofrendo pressão, fazendo a torcida passar mal em frente à TV ou na arquibancada. O técnico Muricy Ramalho, do Santos, quer sua equipe agredindo o Cerro Porteño-PAR, nesta quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília), no estádio General Pablo Rojas, em Assunção, semifinal da Taça Libertadores.
Como venceu o jogo de ida, quarta passada, no Pacaembu, por 1 a 0, o Santos avança à decisão da competição continental com um empate. O Cerro tem de vencer por dois gols. Se devolver o 1 a 0, o time paraguaio leva a decisão para os pênaltis. O Santos pode até se classificar perdendo por um gol, desde que marque. Isso não implica, necessariamente, que a equipe alvinegra vá passar o tempo todo lá atrás, tentando evitar gols do adversário. Pelo menos é a promessa de Muricy.
- Nós não viemos aqui para ficar lá atrás. Isso permite ao Cerro passar o tempo todo em cima da gente. Vamos jogar para ganhar. Até porque o Santos não sabe ficar só atrás – afirma o treinador.
Como não sofreu gols como mandante, o Santos pode colocar os paraguaios em maus lençóis se balançar as redes da Olla Azulgrana (como o estádio do Cerro é conhecido). Se o Peixe fizer um gol, os paraguaios terão de fazer três. E assim sucessivamente.
- Acho que a nossa grande vantagem foi não ter levado gols em casa. Eles terão a necessidade de sair para o jogo, pois precisam marcar. Então, pode sobrar espaço para nosso time – analisa o zagueiro Edu Dracena, autor do gol santista no Pacaembu.
Corinthians fecha com Renan, goleiro do Avaí
Presidente do Avaí já aceitou liberar o goleiro, que assinará com o Corinthians até 2015
O Corinthians tem um novo goleiro: Renan, destaque do Avaí na campanha que culminou na chegada às semifinais da Copa do Brasil, será anunciado nas próximas horas como reforço do Timão. Clube e jogador chegaram a um acordo financeiro, restando apenas a assinatura da rescisão com a equipe catarinense.
- Está tudo acertado entre os dois clubes. Vou agora para Florianópolis para conversar com o presidente (João Zunino) e acertar os detalhes que faltam - afirmou o empresário Carlos Corsini, por telefone.
O Corinthians, através da assessoria de imprensa, admite que as negociações estão bastante avançadas, mas só comunicará o acordo assim que o contrato for assinado - o vínculo será até o fim de 2015. A cautela se justifica, após o problema no acerto com o atacante Gilberto, ex-Santa Cruz - depois de tudo sacramentando com o Alvinegro, o jogador acabou no Internacional.
Renan, de apenas 20 anos, já foi convocado para a Seleção Brasileira na era Mano Menezes e ganhou projeção nacional depois de uma grande atuação contra o São Paulo, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Ele tem contrato com o Avaí até o fim de 2012 e uma multa rescisória de R$ 5,4 milhões. No clube catarinense, o goleiro recebe R$ 4,5 mil mensais, salário bem abaixo dos padrões corintianos. Na negociação com o Timão, o Avaí vai permanecer com 20% dos direitos econômicos de Renan, que já foi convocado para a Seleção Brasileira e sondado por clubes europeus como o Benfica-POR.
O Corinthians, aliás, vinha negando nas últimas semanas que estivesse à procura de um goleiro. As notícias sobre o interesse em Renan surgiram depois que o titular Julio Cesar falhou na final do Campeonato Paulista, contra o Santos, na Vila Belmiro. Os reservas Rafael Santos, Danilo Fernandes e Gauther não são considerados prontos para assumir a vaga.
O Corinthians tem um novo goleiro: Renan, destaque do Avaí na campanha que culminou na chegada às semifinais da Copa do Brasil, será anunciado nas próximas horas como reforço do Timão. Clube e jogador chegaram a um acordo financeiro, restando apenas a assinatura da rescisão com a equipe catarinense.
- Está tudo acertado entre os dois clubes. Vou agora para Florianópolis para conversar com o presidente (João Zunino) e acertar os detalhes que faltam - afirmou o empresário Carlos Corsini, por telefone.
O Corinthians, através da assessoria de imprensa, admite que as negociações estão bastante avançadas, mas só comunicará o acordo assim que o contrato for assinado - o vínculo será até o fim de 2015. A cautela se justifica, após o problema no acerto com o atacante Gilberto, ex-Santa Cruz - depois de tudo sacramentando com o Alvinegro, o jogador acabou no Internacional.
Renan, de apenas 20 anos, já foi convocado para a Seleção Brasileira na era Mano Menezes e ganhou projeção nacional depois de uma grande atuação contra o São Paulo, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Ele tem contrato com o Avaí até o fim de 2012 e uma multa rescisória de R$ 5,4 milhões. No clube catarinense, o goleiro recebe R$ 4,5 mil mensais, salário bem abaixo dos padrões corintianos. Na negociação com o Timão, o Avaí vai permanecer com 20% dos direitos econômicos de Renan, que já foi convocado para a Seleção Brasileira e sondado por clubes europeus como o Benfica-POR.
O Corinthians, aliás, vinha negando nas últimas semanas que estivesse à procura de um goleiro. As notícias sobre o interesse em Renan surgiram depois que o titular Julio Cesar falhou na final do Campeonato Paulista, contra o Santos, na Vila Belmiro. Os reservas Rafael Santos, Danilo Fernandes e Gauther não são considerados prontos para assumir a vaga.
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