quarta-feira, 1 de junho de 2011

Seleção Brasileira treina em Goiânia

Aberto ao público mediante doação de alimento não perecível, atividade da Seleção Brasileira teve boa presença na arquibancada do Serra Dourada

Gritos, buzinas e muito verde e amarelo. Assim foi a recepção da torcida goiana à Seleção Brasileira no treinamento desta tarde, no estádio Serra Dourada, palco do amistoso do próximo sábado, às 16h10m (de Brasília), contra a Holanda. Na primeira visita do time ao Brasil na era Mano Menezes, não faltou incentivo.

Se pela manhã, na chegada dos jogadores ao aeroporto Santa Genoveva, apenas aproximadamente 100 torcedores estiveram presentes, no treino desta tarde o cenário foi outro: cinco mil fãs, segundo estimativa da organização do evento. Nesta quinta, as atividades serão fechadas e voltam a ser abertas na sexta-feira.

Jogadores aplaudem e agradecem o apoio da torcida em Goiânia (Foto: Divulgação/ Mowa Press)

O treinamento, comandado por Mano, começou com roda de bobinho, seguido de conversa no centro do campo, corrida em volta do gramado, alongamento e bateria de exercícios com o preparador físico Carlinhos Neves e um trabalho técnico de dois toques em campo reduzido. Os goleiros trabalharam separado e se juntaram ao restante no tático final.

Dos 27 jogadores convocados (lembrando que Alexandre Pato seria o 28º caso não tivesse sido cortado por lesão no ombro esquerdo), 23 estiveram presente no Serra Dourada nesta quarta-feira. As ausências ficaram por conta do atacante Neymar, do meia Elano, do zagueiro Lúcio e do lateral-esquerdo André Santos.

Esses dois últimos tiveram problemas com voos e se apresentam na capital de Goiás apenas à noite. Os santistas, por sua vez, chegam à cidade às 11h50m desta quinta-feira, já que têm compromisso com o Santos, que enfrenta o Cerro Porteño daqui a pouco, em Assunção, pela semifinal da Libertadores da América.

A surpresa no primeiro treinamento foi David Luiz. Assim como André Santos e Lúcio, o zagueiro do Chelsea teve voo atrasado e tinha previsão de chegada a Goiânia apenas para as 18h, como foi informado pela CBF. Mas o jogador chegou mais cedo do que o esperado e se apresentou em tempo de treinar.

O amistoso do Brasil com a Holanda, carrasca da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, é o penúltimo desafio antes da Copa América na Argentina. O último será na próxima terça-feira, contra a Romênia, no Pacaembu, em São Paulo. O duelo marca a despedida de Ronaldo Fenômeno do time verde e amarelo.

Santos vence Cerro e está na Final da Libertadores

Gol contra, defesas de Rafael, expulsão... Peixe segura e garante vaga

A final chegou! O Santos dominou o jogo no primeiro tempo e sofreu no segundo, mas conseguiu a vaga na decisão da Taça Libertadores ao empatar em 3 a 3 com o Cerro Porteño, na noite desta quarta-feira, no estádio General Pablo Rojas, conhecido como La Olla, em Assunção. O anfitrião, apoiado por 25 mil torcedores incansáveis, fez trapalhadas e até iludiu o Peixe, que chegou a vencer por 3 a 1. Mas reagiu na etapa final e tentou buscar uma vitória por dois gols de diferença. O time paulista impediu com sorte, competência, talento de Neymar e muita qualidade do goleiro Rafael.

O adversário do Santos sai do confronto entre Peñarol e Vélez Sarsfield, que fazem o jogo da volta nesta quinta-feira, às 21h50m (de Brasília), no estádio José Amalfitani, em Buenos Aires. A equipe uruguaia, que venceu a primeira partida por 1 a 0, no Centenário, joga com a vantagem do empate. O time argentino precisa vencer por diferença de dois gols, e o placar de 1 a 0 a seu favor levará a decisão da vaga para os pênaltis. Independentemente do adversário, o Peixe tem o direto de jogar a segunda partida em casa porque teve melhor campanha que as duas equipes na primeira fase. As finais estão previstas para os dias 15 e 22 de junho.

Para a decisão, a Conmebol exige um estádio com capacidade de, no mínimo, 40 mil lugares, o que descarta a Vila Belmiro. O duelo pode ser no Pacaembu, onde o Peixe já jogou agumas vezes nesta temporada, ou no Morumbi, onde o time decidiu a Libertadores de 2003.

Sorte e competência ao Santos

Talvez nem o mais otimista dos santistas pudesse prever um primeiro tempo como o desta quarta-feira. Um gol rápido, que esmoreceu o Cerro Porteño. Um gol de Zé Eduardo. Ele mesmo, criticado nas últimas partidas, completou cruzamento de Elano e acabou com um jejum de 14 jogos: dez pela Taça Libertadores e quatro pelo Paulista.

Jogadores comemoram o gol de Zé Love, o primeiro do Santos na partida (Foto: Agência Reuters)

A torcida azulgrana, que fez uma linda festa antes do início da partida, murchou. O otimismo paraguaio foi por terra logo aos dois minutos. Sorte do Santos. Superior tecnicamente, o time alvinegro passou a ter campo para jogar. O Cerro se abriu. Havia um enorme espaço entre os meias e a zaga da equipe de Assunção. Por ali, Danilo e Arouca circulavam livres.

Neymar, até então, não havia acertado lances. Trocava de posições com Zé Eduardo, mas ainda não havia conseguido uma jogada mais incisiva. O Cerro foi para o abafa. O técnico Leonardo Astrada mexeu com apenas dez minutos. Sacou Torres para a entrada do meia argentino Iturbe, lançando o time à frente.

De repente, um chutão. Edu Dracena mandou a bola para cima para afastar o perigo. Não tinha a menor intenção de armar alguma coisa. Só que ela pingou à frente de Neymar. Antes do atacante alcançar, Pedro Benítez tocou de cabeça para o goleiro Barreto. Era só encaixar, mas o camisa 1, numa espanada bisonha, mandou a bola para dentro da sua própria meta. 2 a 0. Agora, o Cerro precisaria de quatro gols. E o goleiro foi anotado na súmula como o autor do gol.

A situação do Peixe era confortável. A do Cerro, desesperadora. Mas um sopro de esperança percorreu as lotadas arquibancadas da Olla Azulgrana quando Iturbe cobrou escanteio para César Benítez escorar de cabeça, sozinho. A zaga santista ficou olhando. Neste momento, o estádio "explodiu":

- Si, se puede (sim, é possível)!

Astrada, então, foi para o tudo ou nada. Tirou o volante Burgos e colocou o atacante Lucero. Uma mudança suicida. Abriu-se um imenso buraco atrás da linha média paraguaia. Foi nesse espaço vazio que Arouca arrancou livre para armar a jogada do terceiro gol, marcado por Neymar. Nesse momento, a vaga santista na final da Libertadores era questão de tempo. De 45 minutos e mais os acréscimos.

Neymar marca e comemora. A vaga santista na final estava ficando encaminhada (Foto: EFE)

Pressão: não podia ser tão fácil

Era natural que o Cerro Porteño voltasse para o segundo tempo em cima do Santos. O que não foi normal foi a forma como o Peixe aceitou a pressão. Abusando dos chutões, o time da Vila Belmiro não conseguia acertar dois passes seguidos para sair de trás. O domínio paraguaio logo resultaria em gol, marcado por Lucero.

O jogo da equipe paraguaia se concentrava do lado direito, em cima de Alex Sandro. Havia muito espaço para o contra-ataque. O que não havia era qualidade no passe nas saídas de bola. Neymar e Zé Eduardo, longe demais um do outro, não se encontravam em campo. Assim, era Cerro em cima. Cruzamentos na área santista. Um atrás do outro. E o Peixe se segurando.

Para tentar aumentar o poder de marcação de sua equipe e roubar alguma bola no meio, Muricy Ramalho tirou Elano, que já não conseguia armar nada, e colocou Possebon. Em seguida, substituiu Zé Eduardo por Maikon Leite. A estratégia era clara: roubar a bola e explorar os dois velozes jogadores de frente.

A mudança melhorou a marcação santista, mas acabou com o poder de armação de jogadas. Virou um treino de ataque contra a defesa. Faltava ao Cerro, porém, mais qualidade nas conclusões. Quando o time paraguaio conseguiu invadir a área santista, Rafael apareceu. Aos 33, num lance crucial, ele salvou um chute de Cáceres, dividindo a jogada com o adversário usando a mão esquerda. Jogada corajosa.

A pressão era tanta que a defesa santista sucumbiu aos 36. Como entrar na área alvinegra estava difícil, Fabbro recebeu na meia esquerda, livrou-se de dois marcadores e mandou a bomba certeira. Um golaço! A vantagem do Peixe ainda era enorme, mas foi um baque. Desde que Muricy Ramalho assumiu o comando da equipe, há 15 partidas, o time ainda não havia sofrido sequer dois gols num jogo só.

Virou drama. Jogo de Libertadores. No momento em que o Santos tentava o desafogo, cavando uma falta na entrada da área, Muricy caiu no chão após ser atingido na cabeça por um objeto. Ele chegou a se ajoelhar por causa da dor e precisou de gelo no local. Faltavam dois gols para o Cerro. Cabia ao Peixe segurar os paraguaios. Para aumentar ainda mais a carga dramática do jogo, Neymar ainda acertou a trave na cobrança dessa falta.

Mas o Cerro devolveu carimbando o travessão aos 48, com Cáceres, pouco depois de Neymar finalizar nas mãos de Barreto. O jogo foi quente até os últimos segundos. Edu Dracena ainda foi expulso. E Rafael, no minuto final, segurou o último chute de Fabbro. Era a certeza da vaga na final!

Vasco vence o Coritiba e abre vantagem na final

Alecsandro faz o gol da vitória de 1 a 0 que deixa o time da Colina a um empate do título inédito da Copa do Brasil. Coxa vai para o tudo ou nada

Depois de passar três jogos sem conseguir vencer em seus domínios pela Copa do Brasil - contra Náutico (0 a 0), Atlético-PR (1 a 1) e Avaí (1 a 1) -, o Vasco finalmente fez o dever de casa. E no melhor momento possível. Na noite desta quarta-feira, em São Januário, o time venceu o Coritiba por 1 a 0 no primeiro jogo da final da Copa do Brasil (assista ao gol no vídeo ao lado). Com muitas dificuldades para controlar a afobação e o nervosismo no primeiro tempo, o time comandado por Ricardo Gomes contou com um gol de Alecsandro para sair na frente na finalíssima.

Agora, o Vasco precisa de um empate no jogo de volta, quarta-feira que vem, no Couto Pereira, em Curitiba, às 21h50m (de Brasília), para conquistar o título inédito e voltar à Taça Libertadores. Depois de atingir nesta temporada a maior sequência de vitórias na história do futebol brasileiro (24), o Coxa caiu de produção depois da goleada de 6 a 0 sobre o Palmeiras e agora terá de reencontrar o seu melhor jogo para vencer por dois gols de diferença e dar a volta olímpica que também seria inédita. O seu estádio lotado é uma das apostas para a virada, e a pressão nos minutos finais do jogo no Rio pode ter sido um bom sinal. A equipe alviverde não vence há quatro partidas: Palmeiras (2 a 0), Atlético-GO (1 a 0), Corinthians (2 a 1) e Vasco.

Antes, os dois times, provavelmente com reservas, se enfrentam no fim de semana pelo Campeonato Brasileiro, domingo, às 16h (de Brasília), também no Couto Pereira.

Alecsandro comemora o gol homenagenado o pai, Lela (Foto: Marcelo de Jesus/Globoesporte.com)

A euforia vista em São Januário lembrou os jogos da Libertadores de 1998, quando o Vasco fez do estádio o seu caldeirão para conquistar o título. O folclórico torcedor Mister M, presente em todas as partidas daquela conquista, voltou com força total e ganhou a companhia de um torcedor fantasiado de Elvis Presley, com direito a guitarra e afins. A presença das belas gêmeas do nado sincronizado, Bia e Branca Feres; do ídolo Geovani; do ator Rodrigo Hilbert; do velejador paraolímpico Lars Grael; ex-zagueiro Odvan; e do ex-BBB Kadu formava uma imensa panela de pressão num dia diferente. Afinal, depois de alguns anos, o Vasco estava de novo numa final importante.

Mas, antes do duelo, os velhos problemas do futebol brasileiro. O ônibus do Coritiba foi alvejado por uma pedra na chegada da delegação a São Januário. Ninguém ficou ferido, e a polícia não conseguiu prender o responsável pela agressão. A entrada dos torcedores também foi bastante confusa nos portões 18 e 5. Além disso, a quantidade de ingressos falsos foi grande. Vários torcedores foram impedidos de entrar. Um funcionário usava alto-falante para alertar o público do problema.

Muita tensão no ar

Com os nervos à flor da pele, os dois times começaram o jogo abusando das faltas e dos passes errados. Qualquer marcação da arbitragem gerava protestos e palavrões dos mais pesados. Ansiosa, a torcida do Vasco colocava uma forte energia em campo. E um dos únicos que conseguia absorver essa força no início era Felipe, que usou toda a sua experiência para colocar a bola no chão e fazer o time respirar. O meia vascaíno tabelava com facilidade e fazia o time rodar. Já pelo lado do Coritiba, a afobação se traduzia em muitos chutões que a zaga do Vasco conseguia anular. Às vezes, com dificuldade.

Fernando Prass teve que trabalhar em chute de Bill, e o Vasco deu o troco em bela jogada de Diego Souza, que costurou adversários dentro da área antes de bater para o salto de Edson Bastos. Aos poucos, o camisa 10 passou a chamar a responsabilidade e dar as conhecidas arrancadas. O Coritiba melhorou a partir do momento que Anderson Aquino passou a tocar mais na bola e tranquilizar o time, enquanto Bill incomodava os zagueiros vascaínos com muita luta, e Rafinha corria sem parar. O time paranaense aproveitava os espaços dados pelos donos da casa e, a partir dos 35 minutos até o primeiro tempo, passou a ter mais a bola no pé. Organizado, o Coxa trocou vários passes e quase marcou no fim do primeiro tempo, mas Bill não alcançou o cruzamento de Jonas.

Afobação, o principal problema dos dois times

Na saída para o intervalo, um jogador de cada lado apontou a afobação como responsável pelo empate parcial sem gols.

- O que não podemos é nos afobar. Temos de colocar a bola no chão - destacou Diego Souza, que teve a opinião compartilhada por Davi, do Coxa.

- Estamos muito afobados. Roubamos a bola na defesa e queremos sair de qualquer jeito. Assim não dá.

Gol de Alecsandro e homenagem ao pai

As palavras de Diego Souza foram ouvidas e compreendidas pelo time. Tanto que, logo aos cinco minutos, Diego, com tranquilidade, recebeu na intermediária e acionou Allan. O volante, que joga improvisado, mostrou talento dos grandes laterais ao cruzar na cabeça de Alecsandro, que fez com perfeição o seu dever de ofício: testou para o chão e abriu o placar para o Vasco: 1 a 0 e explosão na Colina. Na comemoração, Alecsandro homenageou o pai, Lela, e fez a careta, marca registrada do ex-atacante que, curiosamente, integrou o time do Coritiba campeão brasileiro em 1985.

O Coxa não sentiu o gol e criou duas boas chances em sequência. Na segunda, a mais perigosa delas, Fernando Prass teve que fazer defesa difícil após chute de Bill. Mas, aos poucos, as duas equipes passaram a sentir o desgaste, fruto do ritmo alucinante do primeiro tempo.

Pressão do Coxa no final

Bernando ainda ameaçou em cobrança de falta por cima do gol, e os visitantes arriscaram vários ataques rápidos que deixaram os vascaínos de cabelo em pé. A pressão foi muito grande, e aos 47 a bola quase entrou em conclusão de Emerson. Mas o time da Colina controlou os nervos para abrir vantagem na decisão. Agora é tudo ou nada no Couto Pereira.

Inter procura Dagoberto, mas São Paulo diz não

Clube gaúcho conversará com paulistas sobre possível negociação. São Paulo diz que é perda de tempo e cita negociação com Guiñazu como exemplo


Dagoberto, atacante de velocidade, resumo técnico daquilo que o time colorado mais precisa na frente, que o Inter fixa mira para o restante do Brasileirão. No decorrer da semana, o clube gaúcho enviará seu diretor-executivo de futebol, Newtom Drummond, para uma conversa com o São Paulo, onde atua o jogador. Os atuais campeões da Libertadores admitem que é uma negociação complicada, mas tentarão viabilizá-la. Os donos dos direitos federativos do atleta, porém, dizem que é perda de tempo a viagem.

- Não adianta nem vir, porque vão perder a viagem. Teremos com eles a mesma postura que eles tiveram conosco em relação ao Guiñazu - disse João Paulo de Jesus Lopes, vice de futebol do São Paulo, citando o recorrente interesse tricolor no volante argentino.

A negociação poderia ser feita em duas vias: ou uma contratação em definitivo do Inter, e aí pesa o valor exigido pelos tricolores, ou uma possível troca entre atletas. Os colorados, desde já, avisam que não oferecerão Guiñazu nas conversas. O volante é um sonho do São Paulo há dois anos. O que pode pesar é o tempo do vínculo de Dagoberto com o São Paulo. Vai até abril do ano que vem.

- Vamos lá para especular – disse um dirigente colorado.

O Inter sente necessidade de ter um atacante de velocidade para fazer parceria com Leandro Damião. Dagoberto tem justamente esse perfil. Ele seria aquilo que Rafael Sobis não conseguiu ser em seu retorno ao Beira-Rio - o jogador, no meio do ano, deve retornar ao Al-Jazira, o clube dos Emirados Árabes ao qual pertence.

No início da temporada, houve rumores de que o São Paulo ofereceu Dagoberto ao Inter em troca de Guiñazu. A diretoria colorada, porém, garante que isso jamais chegou ao Beira-Rio de forma oficial. Passados poucos meses, o clube colorado volta a ter o atacante em pauta.

Dagoberto Pelentier tem 28 anos. Ele nasceu em Dois Vizinhos (PR). Tem 1,75m e 75kg. É titular do time tricolor na temporada. Fez 14 gols em 2011.

Noite de Decisão na Copa do Brasil

Vasco e Coritiba dão primeiro passo rumo ao título da Copa do Brasil de 2011

A grande decisão vai começar. De um lado o Vasco que após um início de temporada tenebroso deu a volta por cima sob o comando de Ricardo Gomes e hoje vem jogando um futebol vistoso. Do outro lado o Coritiba, um dos times da moda neste ano, principalmente após o título Estadual conquistado de maneira invicta e também uma goleada por 6 a 0 sobre o Palmeiras nesta Copa do Brasil. O primeiro embate na luta pelo título acontece na noite desta quarta-feira, às 21h50m, em São Januário.

A Colina Histórica, por sinal, vai estar completamente lotada por mais de 20 mil vascaínos que esgotaram rapidamente os ingressos. O técnico Ricardo Gomes espera que o Vasco mantenha o foco e saiba utilizar o fator casa jogando com calma e aplicação tática. Mas sem esquecer a ousadia para buscar a vitória.

Ricardo Gomes e Marcelo Oliveira são os comandantes dos times (Foto: Montagem sobre foto da Ag. Estado)

- Temos de ter ousadia sempre. Só assim você colocar o adversário em risco. Para dominar a partida, temos de ganhar o meio-campo e isso só um time ousado consegue. Do outro lado tem um Coritiba que fez grande campanha e também vem com o objetivo de vencer. Temos de nos adaptar ao rival sem esquecer nossas características - afirmou.

Já o técnico Marcelo Oliveira diz que o Coritiba precisa de concentração durante os 90 minutos para conquistar um bom resultado no Rio de Janeiro. O técnico, que tem uma dúvida no meio-campo, comentou sobre a importância história do duelo desta quarta-feira.

- Eram 64 equipes, são duas. O Vasco com a sua tradição, com a sua qualidade, com o seu bom comando. O Coritiba também buscando o seu espaço. Então, a gente tem que vivenciar a importância exata que tem uma Copa do Brasil e você disputar uma Libertadores.

A Rede Globo transmite Vasco x Coritiba ao vivo para os estados de SC, PR, RJ, ES, GO, TO, BA, SE, AL, PB, RN, PI, MA, AM, RO, AC, RR, AP e DF, além das cidades de Santarém-PA e Juiz de Fora-MG. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos. O paulista Paulo Cesar Oliveira apita o duelo. Ele será auxiliado pelo conterrâneo Marcelo Carvalho Van Gasse e pelo catarinense Carlos Berkenbrock.

O que está em jogo

Vasco: o Vasco precisa vencer por uma boa diferença de gols para largar na frente na luta pelo título da Copa do Brasil. Além da vantagem na briga pela conquista inédita que encerraria um jejum de oito anos sem títulos da Primeira Divisão do futebol brasileiro, caso não saia derrotado, o Vasco iguala a maior série invicta deste século. Atualmente já são 19 jogos sem saber o que é derrota sendo 11 vitórias e oito empates, todos sob o comando de Ricardo Gomes.

Coritiba: o Coxa, campeão brasileiro de 1985, pode conquistar o segundo título mais importante dos seus 101 anos de história. A conquista coroaria uma recuperação incrível. Rebaixado duas vezes nos últimos seis anos, o Coritiba voltou para a elite nacional em 2010 e está perto de voltar a disputar a Taça Libertadores após oito anos.

As escalações

Vasco: o técnico Ricardo Gomes ganhou dois problemas médicos após a semifinal contra o Avaí. Eder Luis e Ramon foram vetados pelo departamento médico com dores musculares na coxa esquerda. Na lateral, Marcio Careca será o substituto. Já no lugar do camisa 7 entrará Bernardo. Com isso, Diego Souza deverá jogar um pouco mais adiantado. De resto, o time será o mesmo que conseguiu a classificação para a final: Fernando Prass, Allan, Dedé, Anderson Martins e Marcio Careca; Romulo, Eduardo Costa, Felipe e Bernardo; Diego Souza e Alecsandro.

Coritiba: o zagueiro Pereira e o atacante Marcos Aurélio seguem em recuperação. O primeiro pode voltar para o segundo jogo; já o atacante está vetado também para a partida de Curitiba. O volante Leandro Donizete, que sofreu uma distensão muscular na panturrilha, é outra baixa na equipe alviverde. Para a vaga dele, o técnico Marcelo Oliveira tem três opções: Willian (que ainda se recupera de lesão no tornozelo), Marcos Paulo e Djair. Essa é a única dúvida no Coritiba, que deve entrar em campo com Edson Bastos; Jonas, Emerson, Demerson e Lucas Mendes; Willian (Marcos Paulo ou Djair), Léo Gago, Rafinha e Davi; Anderson Aquino e Bill.

Fique de olho

Vasco: Bernardo ganhou a vaga de titular no início da semana por causa da lesão muscular que Eder Luis sofreu na coxa esquerda. É a oportunidade perfeita para que o jovem de 20 anos supere de vez a desconfiança de quem acha que ele não tem maturidade suficiente para ser titular. O seu momento é bom, já que é o artilheiro do Campeonato Brasileiro com três gols em dois jogos. Uma boa atuação na decisão pode até confundir ainda mais a cabeça de Ricardo Gomes para o restante da temporada.

Coritiba: Anderson Aquino, artilheiro da equipe na Copa do Brasil, com quatro gols, pode se tornar o artilheiro com mais um gol. Se fizer dois, ele supera Adriano, Kleber (Palmeiras), Rafael Coelho e Willian (Avaí). Uma redenção e tanto para um jogador que, no início da temporada, era a terceira opção para o ataque.

Com a palavra: os Comandantes

Ricardo Gomes (técnico do Vasco): "Tanto o Vasco como o Coritiba chegam preparados para a final neste momento. Basta olhar a campanha. Os dois clubes estão em um bom momento. Certamente nosso adversário quer essa vitória tanto quanto nós. Vai ser uma boa briga".

Marcelo Oliveira (técnico do Coritiba): "Nós temos que vivenciar o momento. É um adversário forte, que cresceu muito de uns tempos para cá. Os jogadores habilidosos e criativos ganharam confiança com o Ricardo Gomes. Acho que vai ser um confronto muito bom e muito equilibrado".

Números e curiosidades

* O confronto desta quarta-feira é o mais importante da história dos jogos entre Vasco e Coritiba. A primeira vez em que as duas equipes se enfrentaram foi em 1948, em um amistoso em Curitiba. Na ocasião. O Vasco venceu por 7 a 2, obtendo a maior goleada do duelo.

* Nas últimas três vezes em que as equipes se enfrentaram em São Januário, o Coritiba venceu por 3 a 2 no Brasileiro de 2004 e por 2 a 0 em 2008. Em 2005, houve empate por 2 a 2. O último triunfo cruz-maltino sobre o rival em casa foi pelo Brasileirão de 2003: 2 a 1.

* Vasco e Coritiba se enfrentaram 16 vezes no Rio de Janeiro, com nove vitórias vascaínas, dois empates e cinco vitórias da equipe paranaense. Em São Januário, foram 13 confrontos, com sete vitórias do Vasco, dois empates e quatro triunfos do Coxa.

Muricy descarta retranca e garante Santos no ataque

Treinador diz que ficar atrás segurando o empate só vai provocar uma maior pressão do adversário, que precisa vencer por dois gols

Nada de ficar lá atrás, sofrendo pressão, fazendo a torcida passar mal em frente à TV ou na arquibancada. O técnico Muricy Ramalho, do Santos, quer sua equipe agredindo o Cerro Porteño-PAR, nesta quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília), no estádio General Pablo Rojas, em Assunção, semifinal da Taça Libertadores.

Como venceu o jogo de ida, quarta passada, no Pacaembu, por 1 a 0, o Santos avança à decisão da competição continental com um empate. O Cerro tem de vencer por dois gols. Se devolver o 1 a 0, o time paraguaio leva a decisão para os pênaltis. O Santos pode até se classificar perdendo por um gol, desde que marque. Isso não implica, necessariamente, que a equipe alvinegra vá passar o tempo todo lá atrás, tentando evitar gols do adversário. Pelo menos é a promessa de Muricy.

- Nós não viemos aqui para ficar lá atrás. Isso permite ao Cerro passar o tempo todo em cima da gente. Vamos jogar para ganhar. Até porque o Santos não sabe ficar só atrás – afirma o treinador.

Como não sofreu gols como mandante, o Santos pode colocar os paraguaios em maus lençóis se balançar as redes da Olla Azulgrana (como o estádio do Cerro é conhecido). Se o Peixe fizer um gol, os paraguaios terão de fazer três. E assim sucessivamente.

- Acho que a nossa grande vantagem foi não ter levado gols em casa. Eles terão a necessidade de sair para o jogo, pois precisam marcar. Então, pode sobrar espaço para nosso time – analisa o zagueiro Edu Dracena, autor do gol santista no Pacaembu.

Corinthians fecha com Renan, goleiro do Avaí

Presidente do Avaí já aceitou liberar o goleiro, que assinará com o Corinthians até 2015


O Corinthians tem um novo goleiro: Renan, destaque do Avaí na campanha que culminou na chegada às semifinais da Copa do Brasil, será anunciado nas próximas horas como reforço do Timão. Clube e jogador chegaram a um acordo financeiro, restando apenas a assinatura da rescisão com a equipe catarinense.

- Está tudo acertado entre os dois clubes. Vou agora para Florianópolis para conversar com o presidente (João Zunino) e acertar os detalhes que faltam - afirmou o empresário Carlos Corsini, por telefone.

O Corinthians, através da assessoria de imprensa, admite que as negociações estão bastante avançadas, mas só comunicará o acordo assim que o contrato for assinado - o vínculo será até o fim de 2015. A cautela se justifica, após o problema no acerto com o atacante Gilberto, ex-Santa Cruz - depois de tudo sacramentando com o Alvinegro, o jogador acabou no Internacional.

Renan, de apenas 20 anos, já foi convocado para a Seleção Brasileira na era Mano Menezes e ganhou projeção nacional depois de uma grande atuação contra o São Paulo, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Ele tem contrato com o Avaí até o fim de 2012 e uma multa rescisória de R$ 5,4 milhões. No clube catarinense, o goleiro recebe R$ 4,5 mil mensais, salário bem abaixo dos padrões corintianos. Na negociação com o Timão, o Avaí vai permanecer com 20% dos direitos econômicos de Renan, que já foi convocado para a Seleção Brasileira e sondado por clubes europeus como o Benfica-POR.

O Corinthians, aliás, vinha negando nas últimas semanas que estivesse à procura de um goleiro. As notícias sobre o interesse em Renan surgiram depois que o titular Julio Cesar falhou na final do Campeonato Paulista, contra o Santos, na Vila Belmiro. Os reservas Rafael Santos, Danilo Fernandes e Gauther não são considerados prontos para assumir a vaga.

sábado, 28 de maio de 2011

Barcelona é Campeão da Liga dos Campeões

Com bela atuação, time catalão mostra superioridade sobre os rivais e ganha por 3 a 1. Após vencer um tumor no fígado, Abidal levanta a taça

O futebol arte foi premiado neste sábado, no mítico Wembley, em Londres. Comandado pelo melhor do mundo Lionel Messi, que marcou o segundo gol e fez a jogada que originou o terceiro, o Barcelona veceu o Manchester United por 3 a 1 e conquistou o tetra da Liga dos Campeões. Não menos brilhantes do que o argentino, Pedro e David Villa marcaram os outros gols do triunfo catalão, que ainda contou com boas atuações de Xavi, Iniesta e Daniel Alves, na capital inglesa. Rooney fez o gol dos Diabos Vermelhos.

Pep Guardiola chegou ao seu décimo título na carreira, o terceiro na Liga - dois como treinador e um como jogador (na temporada 1991/1992). O curioso é que o caneco na década de 90 foi levantado no mesmo estádio. Puyol, que iniciou a partida no banco de reservas, ainda entrou no fim e recebeu a braçadeira de capitão das mãos de Xavi. No entanto, numa demonstração de união, ele cedeu a honra de levantar o caneco para Abidal, lateral que venceu a luta contra um tumor no fígado e começou como titular.

Jogadores do Barcelona comemoram título da Liga. Francês Abidal levanta a taça (Foto: agência Reuters)

Enquanto Manchester tenta diminuir espaços, Barça mantém posse de bola

Nos primeiros minutos, o United imprimiu uma forte marcação ao Barcelona, que não conseguia sair do campo de defesa para o ataque. O time catalão sentiu muita dificuldade para imprimir o ritmo de jogo que gosta, com toque e posse de bola. Messi era seguido de perto pelo sul-coreano Park, que levou vantagem sobre o rival nos primeiros lances.

O Manchester teve dois momentos de perigo em lançamentos longos. No primeiro, aos sete, Van der Sar bateu na bola no campo de defesa, e Rooney levou a melhor na corrida. Valdes se antecipou ao inglês e cortou no limite da grande área. Dois minutos depois, Chicharito quase aproveitou a indecisão de Piqué. O arqueiro salvou mais uma vez o Barcelona.

Time catalão passa a pressionar os rivais na etapa inicial

O Barça acordou a partir dos dez minutos. O time passou a ter mais posse de bola, a tocar no meio-campo para encontrar espaços na defesa dos Diabos Vermelhos. E foi aí que surgiu a genialidade de Messi. O argentino lançou para Villa já dentro da área. O artilheiro da Copa do Mundo soltou a bomba, mas foi travado por Ferdinand.

O Barcelona seguiu com o domínio e teve uma chance clara de abrir o marcador aos 15. Após boa jogada de Messi e Dani Alves, Xavi recebeu pelo lado direito e cruzou para Pedro. O espanhol se antecipou aos zagueiros e deu um leve toque na bola, que passou à esquerda de Van der Sar, já batido.

Quatro minutos depois, David Villa recebeu na entrada da área e soltou a bomba. A bola passou rente à esquerda de Van der Sar, que saltou atrasado. O atacante espanhol teve mais uma chance no minuto seguinte, aos 20. O artilheiro recebeu dentro da área e bateu cruzado para outra defesa do arqueiro holandês.

Tudo igual no primeiro tempo: Pedro 1 x 1 Rooney

Aos 24, observando o domínio do Barcelona, Alex Ferguson deixou o banco de reservas e foi para a beira do gramado orientar o seu time. Mas não adiantou. Dois minutos depois, o time catalão abriu o marcador. Xavi recebeu no meio-campo, esperou a entrada de Pedro no espaço deixado por Evra e colocou o atacante na cara de Van der Sar. O espanhol só teve o trabalho de tocar na saída do holandês: 1 a 0.

Parecia que o Barcelona teria mais tranquilidade para tocar a bola e chegar a um placar mais elevado. Porém, os Diabos Vermelhos chegaram ao empate logo em seguida. Aos 34, após roubada de bola, Carrick tocou para Rooney, que avançou com a bola e tocou para Giggs. Em impedimento, o galês devolveu para o camisa 10, que colocou à direita de Valdes. Festa do camisa 10, que comemorou com o conhecido carrinho no gramado: 1 a 1.

Após o gol, o Barça voltou a ter mais posse de bola. Aos 38, Iniesta soltou a bomba do meio-campo e Van der Sar defendeu no meio do gol. E ainda na etapa inicial, o time catalão teve mais uma oportunidade de abrir vantagem. E que oportunidade. Aos 43, Messi lançou para Villa pelo lado direito da grande área. Completamente livre, o espanhol cruzou para o hermano, que se jogou na bola, mas não conseguiu tocar para o fundo da rede.

Com belo gol de fora da área, Messi dá o título ao Barcelona

O Barcelona voltou para a etapa final como encerrou o primeiro tempo: com muito mais posse de bola. Enquanto o Manchester marcava atrás de linha da bola, o time culé encurralava os rivais. Em dois lances, no primeiro minuto e aos três, os espanhóis tiveram a chance de finalizar, mas sem sucesso.

Aos oito, sem ser incomodado, Messi recebeu na entrada da área, deu um tapa e soltou a bomba de canhota. Mal colocado, Van der Sar se atirou na bola, mas não conseguiu evitar o segundo gol do Barça. Na comemoração, vibração do hermano, chute no ar e muita festa na bandeirinha de escanteio.

O tento foi o primeiro de Lionel Messi na Inglaterra. Ele disputou 679 minutos na Terra da Rainha antes da balançar a rede em Wembley. Com o gol, chegou aos 12 na Liga dos Campeões e igualou Van Nistelrooy, que atingiu a mesma marca na temporada 2001-2002 defendendo o Manchester United.

O time catalão tocava a bola, assustava os rivais, e os Diabos Vermelhos tentavam o empate nos contra-ataques. Messi teve duas chances para sacramentar o triunfo. Aos 17, recebeu na entrada da área, girou em cima de Ferdinand e chutou para defesa de Van der Sar.

Aos 19, Daniel Alves recebeu um ótimo lançamento de Xavi nas costas de Evra. O brasileiro cruzou para o meio da área e Messi tentou marcar de letra. A zaga do Manchester afastou em cima da linha do gol. Quase o terceiro. O time catalão criava uma chance de gol atrás da outra. Os Diabos Vermelhos pareciam perdidos, e Ferguson não mexia no time.

E o futebol arte foi premiado mais uma vez. Aos 23, Messi fez o que quis pelo lado esquerdo da defesa do Manchester e cruzou para Busquets, que rolou para David Villa na entrada da área. O atacante bateu colocado e marcou um golaço, no ângulo direito: 3 a 1. Enquanto os companheiros comemoravam, Messi, ajoelhado no chão, vibrava como há muito não se via.

No fim, Guardiola sacou Daniel Alves para entrada de Puyol. O capitão do time durante toda a temporada recebeu a faixa das mãos de Xavi para ter o privilégio de levantar mais um caneco para o Barcelona. Festa em Wembley, na Espanha e, principalmente, na Catalunha.

Torcida aplaude o Manchester, segundo colocado. Barça é ovacionado

Na celebração, os jogadores do Manchester e o técnico Alex Ferguson foram aplaudidos pelos torcedores que lotaram Wembley. Apesar da decepção pela derrota, os atletas dos Diabos Vermelhos receberam normalmente as medalhas de prata. O presidente da Uefa, Michel Platini, ainda cumprimentou o treinador escocês.

Após os jogadores do Barcelona receberem as medalhas, o capitão Puyol abriu mão de erguer o troféu pela terceira vez (ele foi o capitão nas conquistas de 2006 e 2009) e passou a braçadeira para o francês Abidal. O lateral-esquerdo viveu um drama durante a temporada ao ser submetido a uma cirurgia no fígado para a retirada de um tumor. Com a taça nas mãos, fogos em Wembley e festa dos jogadores do time culé.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Amistoso Internacional: Corinthians e Barcelona

Jornal espanhol confirma amistoso entre Timão e Barça para 1º de junho


Mais um amistoso de luxo foi agendado como parte da despedida de Ronaldo. Com a camisa do Corinthians, o craque vai enfrentar outro clube em que foi ídolo, o Barcelona. E os torcedores brasileiros terão a chance de ver Messi e companhia bem de perto. Segundo o jornal espanhol “Sport”, a partida está marcada para o Pacaembu no dia 1º de junho.

Para vir ao Brasil, o time catalão vai lucrar € 2 milhões. A verba será arrecadada pela 9ine, empresa de gestão de imagem e marketing do Fenômeno.

Ronaldo tem um contrato até o final do ano com o Timão, que pretende explorar comercialmente a imagem do ex-jogador nos eventos de sua despedida. O craque entra em campo também no dia 6 de junho, quando vestirá a camisa da Seleção Brasileira em outro jogo festivo contra a Romênia, também no Pacaembu. O Corinthians e o Fenômeno negociam outro amistoso para o próximo dia 25 contra o Inter de Milão, outro clube em que o ex-atacante brilhou.

Despedida de Ronaldo pode ter também amistoso
com o Inter de Milão

Clubes brasileiros interresados em Seedorf

Clarence Seedorf, o meia Holandês do Milan que é pretendido no Futebol brasileiro

No Brasil, Botafogo, Corinthians e Flamengo estão de olho na possível contratação do jogador Holandês, que estaria 'Se despedindo' da equipe rossonera nesse final de campeonato italiano.

Botafogo e Flamengo apostam na vontade que o apoiador tem de atuar no Rio de Janeiro – ele é casado com uma brasileira e tem apartamento na cidade. Há também um plano de marketing atrativo ao jogador sendo elaborado pelos dois Clubes.

No Corinthians, Seedorf têm o amigo Ronaldo Fênomeno que ja levou o Imperador Adriano para o PSJ, além de ganhar um salário maior do que nos Rivais Cariocas, o Clube Paulista aposta na amizade do Holandês com o Fênomeno para traze-lo para jogar e morar na cidade de São Paulo.

Titular e um dos destaques do time, Seedorf conquistou mais um Campeonato Italiano pelo Milan no último sábado. O contrato do holandês com o clube termina em junho, mas o jogador demonstrou irritação com a demora dos italianos em manifestar a decisão de renovar, ou não.

domingo, 15 de maio de 2011

Tabela de Jogos da 1ª Rodada do Brasileirão 2011

Confira abaixo as datas e horarios dos jogos da 1ª Rodada do Brasileirão 2011


Tabela de jogos

HORA JOGO

21/05/2011
18h30 Atlético-MG x Atlético-PR
18h30 Ceará x Vasco
18h30 Flamengo x Avaí
21h00 Santos x Internacional

HORA JOGO

22/05/2011
16h00 Palmeiras x Botafogo
16h00 Grêmio x Corinthians
16h00 Coritiba x Atlético-GO
16h00 Figueirense x Cruzeiro
18h30 Fluminense x São Paulo
18h30 América-MG x Bahia

Santos vence Corinthians e é Campeão Paulista

Com um gol inédito de Arouca, que nunca havia marcado pelo Alvinegro, e outro de Neymar, em falha de Julio Cesar, Santos leva 19ª taça estadual
Jogadores do Santos com a taça de campeão paulista de 2011
(Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com)

Foi dramático, como final normalmente é. Chuva fina, campo molhado, falhas de goleiros. Nervosismo, tensão e, finalmente, explosão. O Santos é bicampeão paulista. Um título histórico, o primeiro conquistado em uma decisão de fato na Vila Belmiro. E mais especial ainda para os santistas: em cima do Corinthians, o maior rival. A vitória por 2 a 1, neste domingo, na Vila Belmiro (o jogo de ida, domingo passado, no Pacaembu, havia sido 0 a 0), deu ao Peixe seu 19º título estadual e confirmou a vocação vitoriosa da nova geração de Meninos da Vila, capitaneada por Neymar.

O primeiro tempo foi do Santos. Não por acaso, o time da Vila Belmiro abriu o placar aos 16 minutos, com Arouca. Ele mesmo, o volante que não marcava desde o dia 5 de novembro de 2008, quando garantiu a vitória do Fluminense sobre o Figueirenre, por 1 a 0, pelo Brasileirão. Durante a semana, o volante chegou a dizer que sonhava marcar seu primeiro gol com a camisa branca numa final de campeonato. Profecia realizada.

Antes desse gol, o Peixe já havia chegado perto aos sete minutos, em um chute cruzado de Léo. O Corinthians, embora tivesse mais a bola, tinha dificuldades para criar jogadas. Liedson, isolado, saía demais da área. Jorge Henrique e Dentinho mal foram vistos em campo, presas fáceis para a ótima marcação santista. Aos 20 minutos, preocupação para o Santos. Jonathan correu para fazer uma cobertura pela direita e sentiu uma fisgada na coxa direita. Foi substituído por Pará. O nível do time da casa não caiu.

Adriano, leão de chácara da zaga da equipe praiana, não deixou Bruno César em paz. Ganhou todas as dividas e mostrou rapidez de raciocínio nas antecipações. Com isso, o Santos passou a criar muitas chances. Aos 34, Arouca acertou a trave com uma bomba de pé direito, aproveitando rebote numa cobrança de escanteio. Acuado, o Corinthians apelava para chutões em direção da área. Sem muito sucesso. Tanto que Rafael terminou o primeiro tempo sem praticar defesas difíceis.

Dominio e Marcação santista
A marcação santista era eficiente também porque Alan Patrick e Zé Eduardo voltavam para batalhar a posse de bola, dando um refresco para os volantes. Neymar, mais à frente, driblava de um lado para o outro e dava passes muito bons, como o que acertou aos 39 para Alan Patrick. A bola veio por cima e o meia tentou completar de primeira. Mandou por cima do gol.

Nas arquibancadas, os torcedores do Santos empurravam o time criando um ambiente que misturava alegria e tensão. Os corintianos, em minoria, chegaram a se calar no momento do gol santista, mas passaram a cantar, empurrando o time para a virada. Era o Peixe, porém, quem estava mais perto do gol.

Aos 43, Neymar apareceu livre pela esquerda. A zaga corintiana parou pedindo impedimento. A arbitragem mandou o lance seguir. O astro santista chegou de frente para Julio Cesar e não conseguiu concluir bem. Tentou um chute no vácuo, balançou o corpo, mas o camisa 1 se manteve parado. Numa última tentativa, Neymar tentou acertar o vão entre as pernas do corintiano, mas errou o alvo. A bola bateu no adversário e saiu.

Corinthians tenta apertar, mas Santos se segura
Novamente, o Corinthians passou a maior parte do tempo com a bola na etapa complementar. Rondou mais a área santista, trocou mais passes, mas tinha extrema dificuldade até para dominar a bola. Jorge Henrique não conseguia se aproximar de Liedson, que, sozinho, lutava no meio dos defensores santistas. A única chance mais clara para a equipe visitante saiu aos 14 minutos, quando Willian pegou rebote da zaga e emendou um tiro forte de direita. Rafael espalmou para a frente. Durval completou o corte.

O Santos, retraído, tentava encaixar algum contra-ataque. Faltava, porém, alguém para acertar o passe final. Alan Patrick não conseguia dar sequência aos lances. Neymar, sozinho à frente, corria de um lado para o outro, só via a bola chegar pelo alto. Elano, que poderia armar, estava atuando como volante. Na única vez que o astro conseguiu dominar a bola, levou perigo, aos 12. Ele recebeu pela esquerda e veio cortando para o meio. Rolou para Elano, que entrava livre. O chute, rasteiro e cruzado, foi para fora.

O jogo se tornava perigoso para o Santos. Preso demais lá atrás, a equipe de Muricy Ramalho apenas se segurava. Por volta dos 28 minutos, a chuva começou a cair mais forte, o que deu uma maior carga de dramaticidade à partida.

O Corinthians aumentou a pressão
À medida que o tempo passava, a pressão corintiana aumentava muito. O Timão se lançava inteiro para o ataque, abrindo enormes espaços para o Peixe contra-atacar. Os atacantes do time da Baixada, porém, estavam extenuados. De repente, Neymar. Aos 38, ele recebeu pela esquerda, arrancou em velocidade. Mas, cansado, arrematou bem fraco. O chute, rasteiro e colocado, morreria fácil nas mãos de Julio Cesar. No entanto, o camisa 1 do Timão, em um lance de extrema infelicidade, deixou a bola escapar. Ela demorou eternos segundos para ultrapassar a linha, caprichosa, dramática, para fazer a Vila Belmiro explodir.

A torcida santista já gritava "é campeão", mas o jogo ainda não havia acabado. Aos 41, foi a vez de Rafael falhar. O goleiro, que estava seis jogos sem sofrer gols, saiu mal e Morais aproveitou, diminuindo a vantagem santista. Não havia tempo para mais nada porém. O Alvinegro se segurou lá atrás e esperou o apito final para comemorar o título.

Internacional vence Grêmio nos pênaltis e é Campeão Gaucho

Após fazer 3 a 2 no tempo normal, Colorado bateu o Grêmio nas cobranças de pênaltis

D'Alessandro marcou um dos gols do Inter no jogo (Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)

Que se dê fim, de maneira definitiva, ao mito falacioso que atribui debilidade técnica ao maior clássico do Rio Grande do Sul. Mais uma vez, Grêmio e Inter protagonizaram um clássico irresistível. Jogadores qualificados, muitos ataques nas duas áreas, dribles, gols, defesas espetaculares, falhas e indefinição até o último segundo de jogo fizeram do Gre-Nal disputado na tarde deste domingo, no Estádio Olímpico, um dos melhores da história recente desta rivalidade.

No tempo normal, o Inter venceu por 3 a 2. Lúcio abriu o placar para o Grêmio, mas Leandro Damião, Andrezinho e D'Alessandro - de pênalti - viraram o placar. Borges, faltando dez minutos para o fim, marcou o gol tricolor que levou a decisão do Campeonato Gaúcho para os pênaltis.

E nas cobranças o Inter foi melhor, vencendo por 5 a 4. Renan, que havia vacilado feio no segundo gol tricolor, redimiu-se ao fazer três defesas, em chutes de Willian Magrão, Lúcio e Adilson (Douglas, Rochemback, Lins e Rodolfo marcaram). Pelo lado colorado, falharam o artilheiro Damião e Kleber. D'Alessandro, Oscar, Bolatti, Nei e Zé Roberto - que mudou o rumo da partida ao substituir Juan - balançaram a rede e também contribuíram para o 40º título gaúcho do Inter, que aumentou a vantagem sobre o rival (que tem 36).

Supremacia tricolor
Com titulares importantes retornando de problemas físicos - Victor, Lúcio e Vilson - e também com Adilson liberado após cumprir suspensão, Renato Gaúcho não inventou. Para preservar a vantagem conquistada com a vitória de 3 a 2 no Gre-Nal do Beira-Rio, o treinador do Grêmio escalou a equipe no seu usual 4-4-2, com meio-campo em losango.

Precisando vencer por pelo menos dois gols de diferença, Falcão mudou a estrutura tática do Inter. Ele sistematizou a equipe colorada no 4-3-2-1, com o zagueiro Juan na lateral esquerda. Guiñazu foi o primeiro volante, tendo à frente Bolatti e o lateral Kleber improvisado no meio, mais D'Alessandro e Andrezinho aproximando-se de Leandro Damião.

Mesmo com a tranquilidade do placar vitorioso do clássico anterior, foi o Grêmio que assumiu o controle da posse de bola. De início, as chances partiram das faltas laterais. Mas aos 15 minutos a pressão transformou-se em comemoração.

Douglas lançou Lúcio de forma primorosa. A bola encobriu a linha defensiva colorada e encontrou o camisa 11 tricolor absolutamente livre, em condições legais garantidas pelo atraso de Índio em se adiantar. E com tranquilidade Lúcio desviou de Renan para marcar: 1 a 0. Quatro minutos depois, quase saiu o segundo, mas o goleiro do Inter salvou atirando-se aos pés de Viçosa.

Supremacia colorada
Tamanho o domínio em campo, que os gremistas se empolgaram na arquibancada. Mal passavam 25 minutos, e os tricolores gritavam "olé". A resposta de Falcão foi imediata, com a substituição do zagueiro Juan pelo meia-atacante Zé Roberto.

Aos 30, na primeira jogada de Zé Roberto, o Inter empatou. Pelo lado esquerdo ele levou o Inter à frente. A bola sobrou para Leandro Damião, que em restrito espaço conseguiu girar e bater de esquerda. Não havia, praticamente, ângulo. Mas Damião fez a bola contrariar as leis da física, vencendo Victor: 1 a 1.

Ainda em vantagem, o Grêmio passou a apostar nos contra-ataques, e o Inter recuperou a posse de bola perdida no início do jogo. De tanto insistir, principalmente sobre o lado esquerdo gremista - com Zé Roberto, Bolatti e Nei sobre Gilson, com problemas na cobertura - a virada chegou.

Após escanteio, Andrezinho apanhou o rebote e com muita categoria superou Victor: 2 a 1 para o Inter, aos 45. Curiosamente, Andrezinho mancava, com problemas físicos provocados por uma falta sofrida pouco antes do gol. Mesmo assim, conseguiu chutar para o gol da virada. Como um Saci, o mascote do Inter, fez o gol com um pé só.

Virada para o título
Andrezinho até retornou do vestiário, mas logo no início do segundo tempo não suportou as dores e foi substituído por Oscar. Com ainda mais velocidade na transição ofensiva colorada, Grêmio e Inter alternaram-se em ataques tanto quanto São Pedro variou as condições climáticas do Gre-Nal, disputado sob sol, chuva, mais sol, chuva de novo...

Em ambiente saturado de tensão, o Gre-Nal passou à imprevisibilidade total. Ninguém ousaria adivinhar o que estaria por vir. O Inter insistia, o Grêmio contra-atacava, mas nenhuma boa oportunidade foi criada. Até os 27 minutos.

Vilson contorcia-se no gramado, sentindo dores. Mas não quis deixar o campo amparado pela maca. Desta forma, o árbitro Leandro Vuaden autorizou a cobrança de um lateral pelo Inter. Desorganizada, a defesa do Grêmio não esperava o reinício do jogo de forma tão rápida.

E Zé Roberto recebeu livre, invadiu a área e foi parado pelo goleiro Victor, em pênalti claro. Na cobrança, dois minutos depois, D'Alessandro marcou: 3 a 1 para o Inter, resultado que seria suficiente para a conquista do título estadual.

Falha leva aos pênaltis

D'Alessandro nem havia cobrado o pênalti, e Renato Gaúcho já contava com o gol do Inter. Tanto que, simultâneo à marcação sobre Zé Roberto, o treinador convocou os atacantes Lins e Borges. Ambos substituíram Leandro e Viçosa, e o Grêmio retomou aquela pressão arrefecida desde o empate colorado, lá no primeiro tempo.

A torcida do Inter cantava sozinha, frente a um estarrecido Estádio Olímpico em silêncio. Quem diria que seria um jogador colorado o responsável pelo retorno da alegria no lado azul da arquibancada? Aos 35, Douglas cruzou na área, Renan saltou e segurou a bola, mas na queda soltou-a. Livre, sem goleiro, Borges marcou para o Grêmio: 3 a 2 para o Inter, placar que levou a decisão do Campeonato Gaúcho aos pênaltis.

Pênaltis: Inter campeão
Douglas abriu a série marcando 1 a 0 para o Grêmio. D'Alessandro empatou em belíssimo chute. Na segunda sequência, Renan parou Willian Magrão, defendendo no canto direito. Mas Victor, companheiro de Seleção de leandro Damião, também bloqueou a cobrança do centroavante colorado.

Rochemback recolocou o Grêmio à frente. E Victor foi novamente brilhante ao defender o chute de Kleber, deixando o Grêmio com 2 a 1. Antes da euforia tricolor, entretanto, Renan também defendeu o chute de Lúcio. Logo depois, Oscar empatou em 2 a 2.

Lins, com uma conclusão no meio do gol, deixou o Grêmio na frente. E Bolatti determinou a igualdade que levou a decisão às cobranças alternadas. Rodolfo fez para o Grêmio, Nei para o Inter, Adilson errou, e Zé Roberto, o melhor em campo, o jogador que mudou a cara da partida, deu o título para o Inter.

Cruzeiro vence Atlético/MG e é Campeão Mineiro

Raposa faz 2 a 0 sobre o Galo e comemora conquista de seu 36º campeonato estadual. Wallyson e Gilberto são os heróis da grande final marcando os 2 gols cruzeirenses

Cruzeiro, campeão Mineiro de 2011 (Foto: Washington Alves / Vipcomm)

Foi duro! Foi dramático! O futebol apresentado na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, não foi dos mais bonitos, mas valeu pela emoção. Principalmente para o torcedor do Cruzeiro, que lotou a Arena do Jacaré e fez a festa por todos os cantos de Minas Gerais. O placar de 2 a 0 devolveu o título de campeão mineiro à Raposa, que perdeu a primeira partida por 2 a 1. Os gols foram marcado por Wallyson, aos 30 e Gilberto aos 42 minutos do segundo tempo.

A partida esteve indefinida até os 30 minutos do segundo tempo. Se o Atlético-MG mantivesse o resultado, levaria o título para a Cidade do Galo. Porém, com uma proposta ofensiva muito bem definida pelo técnico Cuca, o Cruzeiro foi para cima e garantiu o resultado necessário.

A festa cruzeirense foi grande, diante de um estádio completamente lotado pela torcida celeste. Foi o 36º título estadual do Cruzeiro, que se aproxima do principal adversário, que tem 40.

Foi a vitória de uma equipe que se recuperou de uma derrota muito doída, diante do Once Caldas, da Colômbia, pela Taça Libertadores. Jogadores como Roger, Gilberto, Fábio, Marquinhos Paraná e Henrique mostraram que têm espírito de luta e conseguiram se reerguer diante de todas as dificuldades.

Agora, o Cruzeiro, campeão mineiro, muda o foco para o Campeonato Brasileiro. No próximo domingo, às 16h (de Brasília), o time enfrentará o Figueirense, em Florianópolis. O Atlético-MG, por sua vez, tentará a recuperação diante do Atlético-PR, novamente em Sete Lagoas, no sábado, às 18h30m.

Domínio inofensivo do Cruzeiro

O Cruzeiro começou a partida de forma alucinante. Com muita força na marcação, desde o setor de ataque, a equipe celeste colocou em apuros a defensiva do Atlético-MG. Thiago Ribeiro, com muita raça e vontade, sempre dava o primeiro combate, facilitando a vida do meio-campo da Raposa.

Mas o Atlético-MG também era perigoso. Nos contra-ataques, com Mancini e Magno Alves, sempre pela direita, o Galo também incomodava bastante.

O Cruzeiro era mais ofensivo, mas esbarrava na boa marcação do Atlético-MG. Sem laterais de origem, o time celeste não chegava à linha de fundo e forçava o jogo pelo meio, facilitando a vida dos adversários. Os lances mais perigosos a favor da Raposa eram em jogadas de bola parada.
Aos 22 minutos, o Cruzeiro chegou com perigo ao gol de Renan Ribeiro. Marquinhos Paraná fez o cruzamento da direita, e Guilherme Santos, dentro da área, falhou ao tirar a bola. Roger, esperto, de carrinho, tocou para o gol, mas o goleiro atleticano fez uma grande defesa.

O Cruzeiro seguiu no ataque e se aproximava do primeiro gol. Aos 31 minutos, Renan Ribeiro saiu jogando errado e entregou a bola nos pés de Wallyson. O atacante, no entanto, vacilou na hora de bater e apenas fez o cruzamento, nas mãos do goleiro do Galo. Roger deu uma bronca incrível em Wallyson.

Na sequência, Mancini foi cobrar um escanteio e, assim como na primeira partida, teria sido atingido por uma bateria de celular arremessada das arquibancadas. O juiz Wilson Luiz Seneme pegou o objeto e o entregou ao quarto árbitro.

O Cruzeiro foi melhor na primeira etapa, mas não conseguiu transformar em gol a maior posse de bola. O Galo, que jogava pelo empate, deixou o gramado satisfeito.

O Galo mudou, mas não adiantou, pois o Cruzeiro manteve o ritmo

O técnico Dorival Júnior fez duas alterações no intervalo. O comandante alvinegro tirou Renan Oliveira e Mancini e colocou em campo Richarlyson e o jovem Cláudio Leleu. Mas o Cruzeiro, com o mesmo time, continuou dominando as ações.

O jogo se apresentou da mesma forma que no primeiro tempo. O Cruzeiro atacava, com dificuldades de penetrar na área adversária, e o Atlético-MG se defendia e buscava os contra-ataques, em lances isolados.

Aos 11 minutos, a melhor chance da partida. Gilberto dominou na entrada da área e tocou para Thiago Ribeiro. O atacante chutou cruzado, e a bola sobrou para Roger, que, de frente para o gol, bateu forte, mas à direita do gol de Renan Ribeiro.

O técnico Cuca, com a necessidade de vencer, fez uma alteração bastante ofensiva. O treinador sacou Everton do time e colocou o atacante André Dias. A intenção era dar mais força ao ataque, com um trio ofensivo bastante rápido.

Curiosamente, mesmo com três atacantes, o Cruzeiro caiu um pouco de rendimento. Nos contra-ataques, o Galo levava muito perigo. Aos 29 minutos, o Atlético-MG teve a melhor chance de marcar. Magno Alves avançou sozinho, enquanto os jogadores celestes pediam a marcação do impedimento. Porém, Fábio e Victorino salvaram o Cruzeiro.

E o gol perdido custou caro. Logo na sequência, aos 30 minutos, o Cruzeiro marcou o primeiro gol. Quando tudo estava favorável ao Atlético-MG, Wallyson assumiu para si a responsabilidade. O atacante pegou a bola pela esquerda do ataque, driblou dois marcadores e bateu forte e rasteiro, sem chances para Renan Ribeiro.

O gol incendiou a torcida e caiu como um balde de água fria sobre os atleticanos. Atordoados, os jogadores não conseguiram criar boas chances de gol, enquanto o Cruzeiro foi com ímpeto a fim de matar o jogo. E num contragolpe rápido, Thiago Ribeiro driblou Serginho, que o derrubou e recebeu o segundo cartão amarelo, consequentemente o vermelho. E logo na cobrança veio o gol do título. Gilberto bateu forte e deu números finais à decisão do Campeonato Mineiro de 2011.

Mas ainda teve tempo para mais duas expulsões, ambas pelo lado cruzeirense. Gilberto, que havia recebido o amarelo na comemoração do gol, fez nova falta e foi para o vestiário mais cedo. E do lado de fora, o meia Roger fazia a festa com a torcida, já que havia sido substituido. Seneme parou o jogo, foi até o jogador e o expulsou.

Mas não adintava mais nada. A festa já tinha dono. A torcida celeste fez uma festa incrível, junto aos atletas. Título merecido da Raposa, que foi melhor durante todo o campeonato.

Hacker invade site de Ronaldinho Gaucho e coloca imagem do Terrorista Osama Bin Laden

Espaço virtual do camisa 10 do Flamengo sofre ataque e tem foto do terrorista morto recentemente estampada na página principal

O site de Ronaldinho Gaúcho foi invadido por hacker
(Foto: Reprodução Ronaldinhogaucho.com)

O site oficial de Ronaldinho Gaúcho (www.ronaldinhogaucho.com) sofreu um ataque inesperado na tarde deste sábado. Um hacker que se identificou como muçulmano e adorador de Osama Bin Laden, morto no dia 1º de maio no Paquistão por forças do exército dos Estados Unidos, invadiu o espaço virtual que conta a trajetória do camisa 10, colocou foto do terrorista, do jogador e de Jar Jar Binks, alienígena do filme Star Wars.

Informado pelo GLOBOESPORTE.COM sobre o incidente, o irmão e empresário de Ronaldinho, Assis, se assustou.

- Que loucura que fizeram! Vou entrar em contato imediatamente com os responsáveis pelo site para resolver esse problema. Inacreditável!

Horas depois, o site voltou ao ar.

Textos escritos em inglês e árabe foram colocados na página de abertura do site, que travou e não pôde ser mais acessado. Em uma das mensagens, o hacker declara amor a Osama Bin Laden e ataca os Estados Unidos.

Confira a mensagem:

"Só existe um deus e Maomé é o profeta
Em nome de Deus, o piedoso
Essa é só uma pequena mensagem para essa nação culpada. E você Ronaldinho, acha que é um rei. Que Deus te amaldiçoe e amaldiçoe quem esteja com você.
Você é rancoroso com os muçulmanos e não ache que seus atos serão esquecidos por nós.
Seu m...., estamos te ensinando bons modos".

Na torcida pelo Timão, R. Carlos diz: 'Sou santista. O coração fica dividido'

Lateral do Anzhi lembra que ganhará premiação em caso de título corintiano: 'Tenho uma merrequinha para receber, não posso torcer contra'
Atualmente no russo Anzhi, o lateral Roberto Carlos tem uma passagem recente pelo Corinthians, de onde saiu em fevereiro. Ao mesmo tempo, declara-se torcedor do Santos. Por isso, admite que seu coração estará dividido na decisão do Campeonato Paulista, às 16h deste domingo. O jogador de 38 anos avisa, no entanto, que vai torcer para o Corinthians ficar com o troféu - pelos amigos que deixou no clube e por causa de uma "merrequinha para receber", ou seja, a premiação em caso de título estadual.

- Espero que seja um clássico divertido, como foi o primeiro jogo. Achei que o Corinthians, jogando no Pacaembu, iria ganhar por 1 a 0. Mas o Santos é um time bem montado pelo Muricy, que faz um trabalho maravilhoso em todos os clubes. Espero que vença o melhor. Tenho amigos no Corinthians, espero que consigam esse título tão esperado pela torcida. E, se o Corinthians for campeão, tenho uma merrequinha para receber, não posso torcer contra - afirmou o lateral, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Logo após a declaração, Roberto Carlos acrescentou:

- Mas não se esqueça de que eu sou santista.

O jogador disse que, após abandonar a carreira, vai passar a frequentar a arquibancada da Vila Belmiro. Neste domingo, ele pretende acompanhar a partida de Moscou.

- O coração sempre fica dividido. É legal ver o Santos com esses meninos. É bom ver o Elano bem, o Neymar fazendo as jogadas que sempre fez. Infelizmente, o Paulo Henrique (Ganso) se machucou, mas pelo que tenho visto o Alan Patrick tem jogado bem. O Muricy vai armar um time forte para fazer um jogo difícil contra o Corinthians. Vou falar para o meu pai torcer para o Santos e eu torço para o Corinthians.

MILAN é Campeão Italiano após derrotar o Cagliari

Com dois de Robinho, Brasileiro se destaca, até Gattuso deixa o seu, e com o San Siro lotado, jogadores comemoram a conquista do Scudetto em grande estilo: 4 a 1

A festa estava armada. Mosaico gigante, estádio lotado e comemoração até mesmo no ônibus, que foi seguido por milhares de torcedores, a caminho do San Siro. Já com o título italiano garantido, o Milan entrou em campo neste sábado com um único objetivo: encerrar bem a temporada, que acabou com um jejum de oitos anos sem título do Scudetto, com chave de ouro diante de sua torcida. E conseguiu, em grande estilo. Com gols de Robinho (dois), Gattuso e Seedorf, o Rossonero bateu o Cagliari por 4 a 1, em jogo válido pela penúltima rodada do Campeonato Italiano, e garantiu a festa em vermelho e preto na cidade de Milão.

Como a conquista do título foi garantida com o empate com o Roma, na capital, esta foi a primeira vez em que a torcida pode assistir a uma partida de seu time, já como campeão, e festejar o Scudetto ao lado dos jogadores. Por isso, o clima era de muita comemoração no San Siro, antes mesmo de a bola rolar. E depois que a partida começou, eles tiveram ainda mais motivos para festejar. A equipe não foi ameaçada em nenhum momento e saiu com a vitória de maneira muito tranquila, chegando a 81 pontos na tabela.

Após a partida, todos os jogadores do elenco do Milan participaram da entrega oficial dos prêmios pelo título. Convocados um por um por um apresentador que estava em um palco, no centro do gramado, eles receberam suas medalhas ao som de "We Will Rock You", do Queen. Ao invés de utilizarem suas camisas de jogo, todos vestiram uma camisa com o número 18 e a palavra "Campioni" às costas, em referência ao 18º Scudetto conquistado pelo clube italiano.

Robinho faz dois, e Milan passeia no primeiro tempo

Engana-se quem pensa que o Milan, por já estar com o título garantido, poderia entrar em campo de ressaca, ainda mais após a derrota na semifinal da Copa da Itália, para o Palermo. O time da casa provou que estava disposto a presentear sua torcida com uma grande atuação desde os primeiros minutos de jogo, e não demorou a abrir o placar. As boas chances de gol começaram aos 13 minutos, em cabeçada perigosa de Alexandre Pato. Dois minutos depois, foi a vez de Robinho quase marcar em chuta forte da entrada da área, defendido pelo arqueiro do Cagliari.

Aos 21, no entanto, não teve jeito. O mesmo Robinho recebeu bola na esquerda, partiu para dentro da defesa adversária, driblou dois zagueiros e chutou colocado, sem chances para o goleiro: 1 a 0. Mal comemorava o primeiro gol, o torcedor do Milan já viu sair mais um. Aos 23, Gattuso aproveitou sobra do goleiro em dividida com Alexandre Pato e, mesmo de fora da área, conseguiu completar de cabeça para ampliar a vantagem rossonera.

Em vantagem, o time chegou a tirar um pouco o pé do acelerador, mas mesmo assim, fez o terceiro, de novo com Robinho, agora completando, com categoria, belo cruzamento de Pato da esquerda. No fim, aos 37 minutos, o Cagliari conseguiu diminuir, com bonito lance de Cossu, que recebeu na entrada da área, deu um drible desconcertante em Yépes, que ficou no chão, e bateu sem chances para Abbiatti. Mas nada que impedisse os campeões italianos de irem para o vestiário muito aplaudidos no intervalo.

'Se despedindo', Seedorf fecha goleada e Inzaghi volta a jogar

A etapa final também foi de amplo domínio dos donos da casa. Trocando passes no campo de ataque e sempre buscando o gol, o Milan nem parecia que já estava com o título garantido, apenas cumprindo tabela. O Cagliari, que também não busca mais nada na temporada, não ficou atrás e aproveitou os espaços dados pelos rossoneros para contra-atacar, como aos 15 minutos, quando Agostini cruzou para Lazzari, que quase completou para o gol.

Flamini, em bom chute de fora da área, também esteve perto de marcar, mas para o Milan. Assim como Robinho, que teve ótima chance para fazer o seu terceiro gol no jogo aos 25, quando recebeu bom passe do próprio Flamini, dentro da área, mas chutou em cima do goleiro do Cagliari. De tanto insistir, o Milan chegou ao quarto gol. Curiosamente, com Seedorf, que estaria se despedindo do clube. Robinho iniciou a jogada e rolou para Pato, que deu excelente passe entre os zagueiros para o holandês completar para o fundo do gol: 4 a 1.

A nove minutos do final da partida, o atacante e ídolo do Milan e do futebol italiano, Inzaghi, que só tinha previsão de retornar aos gramados na próxima temporada, entrou em campo no lugar de Alexandre Pato, provando estar totalmente recuperado de uma cirurgia no joelho esquerdo feita ainda no início da temporada. Como não poderia deixar de ser, Pippo foi ovacionado pela torcida. Era o grand finale para uma comemoração digna do 18º italiano da história do Milan.

sábado, 14 de maio de 2011

RIVALIDADES Futebol Brasileiro, o Blog do Futebol

Domingo, dia 15 de Maio de 2011, é inaugurado o Blog RIVALIDADES Futebol Brasileiro.

De inicio o Blog terá postagens apenas semanais, mais a diante teremos postagens diarias.

Aqui, você pode postar comentários, dar opiniões, ver vídeos e fotos e relembrar grandes Classicos e grandes Rivalidades existentes no Futebol Brasileiro! Você também pode participar, enviando perguntas, comentários e sugestões. Divirta-se e Seja BEM-VINDO!

Participe da Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=102501854